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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Antes de começar...

... a falar sobre o dia, queria contar uma história que o Vitor me contou uma vez lá no convênio odonto onde trabalhávamos. Lembrei dele quando vi o ímã da Vila Madalena à venda e também ontem, quando vi um monge budista na Paulista. [Quero visitá-lo em São José nesse fim de semana - ele, a namorada ruiva-tatuada-roqueira-de-olhos-verdes (por foto a Linda parece uma fada!!) e os três (?) cachorros.]

É uma história de mudança e tem a ver com a minha fase de vida anterior, por isso queria contar. Ele disse que teve um dia, quando ele ainda estava em São Paulo (ele é daqui, foi estudar odonto em São José dos Campos e depois voltou), preso no trânsito, estressadíssimo, porque estava com dois trabalhos - dava aula de odonto (e nesse dia estava bem atrasado para a aula) e atendia no consultório -, além de estar com problemas no casamento e talvez outros que já não lembro, aí, pelo retrovisor, ele viu que um monge estava vindo para perto do carro dele. Acho que ele nem esperou o monge falar e já foi falando que não ia comprar nada. O monge só ouviu e disse algo assim: "Você está muito nervoso, acho que deveria mudar. Olha, um incenso para te trazer paz". Nessa hora ele disse que caiu a ficha, ele tinha que mudar o estilo de vida. Porque chega uma hora na vida em que a gente precisa se dar conta, né? Algo acaba desencadeando esse "vamos acordar para a vida" - um livro, uma palavra, um pensamento, uma música, um amigo. No meu caso, meu pai já estava me falando há algum tempo que meu ritmo de vida estava muito acelerado (trabalhando muito, dormindo pouco e não tendo tempo de lazer nenhum) e depois amigos também começaram a falar - alguns de leve, outros frontalmente. Caiu a ficha. Eu também precisava dar um jeito na minha vida. E estou tentando.

Essa pausa providencial está me fazendo um bem indizível e me fazendo ter ideias de como resolver a questão profissional que estava me angustiando. Decidi que preciso de uma bolsa para estudar pós em editoração fora, porque só assim vou poder dar as cartas depois: "O salário é negociável, mas quero condições humanas de trabalho, quero ter vida além do trabalho". E sinto que é isso que quero e preciso fazer agora: correr atrás dos melhores cursos, seja lá onde forem, pedir (implorar se for preciso) bolsa, sair um pouco daqui para voltar uma profissional (e talvez uma pessoa) melhor. Ou isso ou mudo completamente de área de novo. Como pretensiosamente acho que tenho potencial para me tornar uma boa editora, vou correr atrás. Assim como o Vitor correu atrás de um equilíbrio para ele.

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