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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Museu da Língua Portuguesa

Depois do passeio lá na Estação Pinacoteca, fui para o Museu da Língua Portuguesa para relaxar. Esse museu entra nos meus 3 lugares top para se visitar aqui em São Paulo, é a terceira vez que fui. Os outros 2 top são: subida no Banespão e Parque do Ibirapuera (e tudo que ele contém: planetário, águas dançantes, Oca, museus, pistas para cooper/caminhada...).

Agora quem está no andar da exposição temporária é... tcharam... Fernando Pessoa! A exposição tá linda! Vou levar a Mila e o Dan pra ver. Lembrei do Pinkerton - ele disse que quando foi para Portugal, viu três lápides, uma para cada heterônimo do escritor (Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Alberto Caeiro), e sentiu uma COISA... :) Além dos três heterônimos "principais", havia vários outros, incluindo um que escrevia poemas em inglês!

Museu da Língua Portuguesa
Praça da Luz, s/n - tel: (11) 3326-0775
Horário: Bilheteria - de terça a domingo, das 10h às 17h; Museu - de terça a domingo, das 10h às 18h. Não abre às segundas-feiras.
Ingresso: R$ 6 (inteira), R$ 3 (meia); aos sábados a visitação é gratuita
Site: http://www.museudalinguaportuguesa.org.br/


O museu fica na Estação da Luz

A entrada fica à esquerda (onde está o guardinha)

Se não me engano, 2º andar. Exposição fixa. Esse é um corredor com vídeos e depoimentos de pessoas sobre a língua portuguesa. Tem uma exposição e máquinas interativas lá no fundo.

Adoro o Beco das Palavras!!

Nessas mesas (uma um pouco mais alta que a outra) são projetadas sílabas/partes de palavras...

... assim...

Aí, precisa juntar (com as mãos dá para direcionar as sílabas, para juntá-las) e o sistema dá o significado da tal palavra

3º andar

Auditório e Praça da Língua (é, a foto ficou ruim, sorry!). No auditório é projetado um vídeo narrado pela Fernanda Montenegro sobre a língua (uns 10 min), depois a tela é erguida e vamos para a Praça da Língua, onde várias pessoas famosas leem poemas, enquanto palavras e arte gráfica são projetadas no teto e no chão. Olha, é uma experiência quase transcendental :). Adoro.

No fim, podemos ler alguns poemas no chão da Praça...

Qualquer amor já é um pouquinho de saúde,
um descanso na loucura.

Guimarães Rosa.

Andar de exposição do Fernando Pessoa. Tinha essas cabines, uma para cada heterônimo, e dentro eram projetados poemas do tal heterônimo...


Projeção dentro do que os monitores chamam de "casulo". Dava pra mudar de página ao tocar ali nos números.

Depois tinha essa passagem para uma outra parte da exposição...

Nesse lugar "verde" tinha areia (ou algo que imitava areia), onde eram projetados poemas e, ao passar a mão para mudar o poema, tinha um barulho de onda do mar, como se ela apagasse o que foi escrito para projetar um outro poema. MARAVILHOSO!

Tudo vale a pena se a alma não é pequena!



Esse poema estava escrito ao contrário e tinha que ler o reflexo no espelho... o poema termina com "Sinto-me múltiplo".

Às vezes também me sinto múltipla.