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terça-feira, 3 de agosto de 2010

O tempo que resta...

Fui pra biblioteca hoje depois do trabalho. Devolvi os 4 volumes de Persépolis (realmente bom!) e peguei:

- O original de Laura, último romance interminado do Vladimir Nabokov - esse é o cara que escreveu Lolita (segundo a contracapa, é um livro sobre adultério e mortalidade, parece interessante);

- O circo de Lucca, de Jozz

- Concreto - uma rocha entre rochas, de Paul Chadwick

(Esses dois últimos são HQs.)

Acabei comprando Travessuras da menina má na Estante Virtual e pedi para enviarem para a casa dos meus pais. Estou ansiosa porque várias pessoas falaram desse livro.

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No trabalho, as coisas estão esquisitas. Eu estou esquisita. Como se algo estivesse para acontecer ou que eu tivesse que direcionar melhor a minha vida - embora sem saber como. Queria aproveitar bem o tempo de vida que me resta, então estou tentando tomar as melhores decisões.

Pensei em tentar fazer alguma pós em editoração no exterior (Europa? Estados Unidos?), mas, além de exigir uma certa grana, não sei se valeria a pena, porque também não sei se quero continuar na área - e, depois, na prática, voltando para o Brasil (se bem que a Sá disse que se eu sair do país, não volto nunca mais), eu conseguiria melhorar alguma coisa em algum lugar? Vou vendo coisas, conversando com pessoas e percebo que algumas coisas são iguais em todo lugar, não tem muito para onde fugir. O primeiro choque eu já superei: o fato de os livros serem produzidos "para vender" e não exatamente para acrescentar culturalmente. Ok. As pessoas querem ler autoajuda, misticismo, literatura comercial, beleza, vamos produzir tudo isso e ganhar dinheiro. O segundo choque eu ainda não superei e não quero falar sobre isso. O que me faz pensar se vale mesmo a pena continuar com isso. Gosto tanto, mas não sei se a área tem muito futuro. Não sei se há muito futuro para mim na área. Até onde trabalhar com livros seria vocação e até onde seria capricho meu? Me pergunto isso muitas vezes. E fico morrendo de inveja das pessoas que têm absoluta certeza de que têm vocação e talento para determinado tipo de trabalho. Para ser bem sincera, não sei se tenho talento nem vocação para trabalhos específicos.

Talvez seja a hora de pegar a mochila e sair daqui? Para não pensar, como quando cheguei aqui: "Por que não fiz isso antes?". Talvez minhas perspectivas estejam muito estreitas e eu não esteja vendo as milhares de possibilidades. Talvez eu devesse fazer algo de legal com a minha vida e tentar fazer alguma diferença para melhor para as pessoas também.

Não é nada específico. Acontece que às vezes eu perco a vontade e as coisas parecem meio sem sentido.

***
De bom-ótimo-maravilhoso, amanhã vou ver a San, amiga do colégio, depois do trabalho na Paulista. A San virou enfermeira e está fazendo (outra) pós, agora em terapia floral na USP aqui em SP - eu queria um floral que me ajudasse a ter clareza mental para escolher o melhor caminho. Nem lembro quando a vi pela última vez, só lembro dela de noiva, linda e radiante. Ela disse que muita coisa aconteceu desde então e vai me contar tudo. Adoro histórias. Adoro ela! :) Vai ser legal! \O/

Obs: acrescentei uma foto do esqueleto de baleia que tem no Museu de Pesca de Santos. O mais legal do mundo desse museu eu tinha esquecido de mostrar.

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