Pages

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

A Partida - Yôjirô Takita


Vi esse filme hoje de manhã e achei bárbaro.

Fico vendo esses filmes orientais que lidam com o tema morte e vou me acostumando com a ideia de que é "normal" morrer. Todo mundo nasce e morre o tempo todo. Não que a morte não esteja vinculada à dor e à saudade, mas fico achando que a gente não deveria ficar com a sensação de luto eterno.

Nesse filme, Daigo, um violoncelista, fica perdido ao saber que a orquestra em que tocava será diluída. Ele e a esposa saem de Tóquio e vão morar no interior, onde consegue um emprego inusitado: arrumar e maquiar defuntos antes de colocá-los no caixão. Não entendi bem por quê, mas as pessoas achavam o trabalho dele "indigno", ficam com preconceito, até a esposa o larga. Mas ele se dá bem com o trabalho e gosta do que faz. Para mim, o que ele faz é tão arte quanto tocar violoncelo. Parece que os japoneses sempre têm uma preocupação com o "visual", tudo precisa estar bonito e harmônico... até os corpos que vão ser enterrados...

Tem um outro filme japonês que é bem bacana: Depois da Vida. Segundo o filme, depois que a gente morre, a gente vai pra um lugar onde revê a vida como se fosse um filme e pode escolher o momento mais feliz para o "além-vida". É lindo.

2 comentários:

Sharlene disse...

eu assisti aos 2 filmes. Ambos no cinema. Amei os dois.
O Depois da Vida, é mais reflexivo, e não vou negar que dei umas pescadas. Mas não perdi nenhuma parte chave e somente quando o filme acabou que comecei a pensar no que assisti, começou a dar aquele nó na garganta...

aline naomi disse...

Ahhhh, eu adorei os dois também!! :)

Eu queria que morrer fosse igual no "Depois da Vida". Seria difícil escolher só UM momento mais feliz pra lembrar, mas seria tão bom e tão leve...