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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Preparativos

Descobri, lendo, que é preciso tomar uma vacina contra febre amarela antes de ir para a Bolívia e "lugares de risco". Depois, é preciso fazer uma carteirinha de vacinação internacional, senão não deixam passar pela fronteira (não sei se posso fazer essa carteirinha aqui em São José, mas o menos longe para mim, lá em São Paulo, seria o aeroporto de Congonhas - se não conseguir aqui, faço isso no sábado, depois da aula de tcheco, porque o aeroporto é superperto da união cultural onde tenho aula).

Vou tomar vacina, depois vou para Jacareí comprar um mochilão de 75 litros + capa impermeável para a mochila.

A Joana, da Unesp odonto e membro da Abeuni (associação de trabalho voluntário de que participei), que é boliviana, me deu altas dicas por e-mail. Ela disse que foi pra lá em janeiro. Ela é uma das pessoas mais maravilhosas que conheci durante a minha passagem pela odonto.

Depois preciso ver como se desbloqueia o cartão internacional (eu nunca precisei disso e pretendo não usar - só em caso de emergência) e também ver como fazer um seguro saúde que cubra os dias da viagem, que foi recomendado pelo Luciano, do Rio, que conheci pelo site mochileiros.com, com quem tenho trocado ideias e com quem provavelmente vou viajar.

Fui almoçar com meus pais e meu irmão num restaurante vegetariano do centro e conversamos. Nessa conversa, meu pai até sugeriu uma viagem e disse que se eu quiser estudar fora depois, também, tudo bem. Falei sobre a pós no exterior, ele disse para eu ir. Esse é meu pai aquariano, ele nunca me prende e vive dizendo: "Se quiser vá, eu só quero que você seja feliz".

Então sinto que meu futuro será decidido entre esse ano e o ano que vem. Se depender de mim, quero mesmo me aprimorar em edição de livros e aí trabalhar em uma editora em que eu teria vontade de trabalhar de graça será só uma consequência... ou pelo menos assim espero =). Também pensei em ficar por aqui, pedir para o meu pai me ajudar a pagar uma pós em algo que com certeza dá retorno financeiro depois (comércio exterior, relações internacionais, MBA em projetos e esse tipo de coisa) em uma boa universidade, mas tenho medo de ficar igual a Veronika do livro/filme: ter uma certa estabilidade profissional, ganhar razoavelmente bem, ter um relacionamento mais ou menos para todo mundo achar que estou bem, mas chegar uma hora em que nada faz sentido e viver ou morrer tanto faz. Quero continuar tendo apetite pela vida. Sempre. E se eu puder ser alguém que dê aos outros vontade de viver minha vida já terá valido a pena.

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