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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Veronika decide morrer - parte 1

Ontem vi uma parte de Veronika decide morrer, baseado no livro homônimo do Paulo Coelho. Apesar de não ter gostado dos livros dele que li, sempre fico insistindo, achando que uma hora vou ler algo dele que vai mudar a minha visão de mundo - já que muita gente diz que ele é "fantástico". Mas, bom, ontem comecei a ver o filme e não consegui ver até o final (dormi, quando acordei já não estava entendendo nada, vou retomar hoje).

Mas o que quero comentar é que o começo do filme é muito interessante. Começa com o fluxo de pensamentos da personagem principal, a Veronika. Ela é uma garota bonita e, aparentemente, bem sucedida. Mas por conseguirmos alcançar os pensamentos dela, sabemos que ela não é tão feliz. E fiquei surpresa por me deparar com um pensamento que eu muitas vezes tenho... a abertura do filme é mais ou menos assim: "... vou trabalhar, vou conhecer um cara e casar, para os meus pais ficarem felizes, vou ter filhos, depois de uns 10 anos, ele vai me trair, mas vou fingir que não estou vendo, e vai ser normal... qual o sentido disso tudo?".

O que me angustia é esse papel social pré-definido que precisamos sustentar - a insustentável leveza de ser. Eu não quero fingir o que não sou, não quero fazer tudo igual a todo mundo só para todos acharem que estou bem e que sou feliz. E não quero tomar uma overdose de remédios depois, quando eu me der conta de que nada faz muito sentido. Pra mim só importa na vida que as coisas façam sentido, que eu esteja perto das pessoas queridas e que me sinta motivada a continuar vivendo, trabalhando, progredindo, SENTINDO.

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