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terça-feira, 14 de setembro de 2010

Casa de la Moneda em Potosí

Bom, foram 10 horas de viagem La Paz-Potosí. Passei um frio danado no bus e, quando saí dele, às 6h30, quase morri. A sensacao térmica era de uns... 5 graus, sei lá. Daria tudo por um chocolate quente naquela hora. Ou um api.

A rodoviária de Potosí tem uma arquitetura bem bonita e é incrivelmente limpa. Li em uma placa que foi "fundada" em 2009. Deixei minha mochila maior no "guarda equipaje" e fui dar uma volta ao redor da rodoviária: nao tinha nada, só algumas casas em construcao. Entrei de novo na rodoviária e procurei por informacoes turísticas - tenho pedido mapas em toda cidade que paro e isso tem me ajudado muito a ter nocao de distâncias. Como vi que a rodoviária estava bem distante do centro, peguei um táxi e fui para o centro, onde estao os principais museus.

O que eu queria ver em Potosí? Bom, a Casa de la Moneda e depois ir visitar as minas onde os mineiros ainda trabalham. Nos séculos XVI e XVII, principalmente, foi extraída muita prata de lá pela Espanha e isso também fez com que a cidade fosse próspera. Talvez, de uma certa forma, a cidade ainda seja próspera no sentido de ter uma qualidade de vida melhor do que a média boliviana; notei que as pessoas se vestem melhor e as ruas sao limpas em Potosí, o que, para mim, é um reflexo da "evolucao" socioeconômica da cidade (com mais dinheiro, as pessoas têm condicoes de estudar e ter mais consciência do mundo ao redor).

Visitei a Casa de la Moneda com um guia que falava em espanhol (podia escolher ficar com outros grupos também - tinha guias falando inglês, francês e alemao!) e achei impressionante. No comeco, as moedas eram cunhadas manualmente (como deve ter sido no Brasil também - fiquei curiosa, depois vou pesquisar como foi isso) e, depois, com a forca de burros, que moviam um intrincado maquinário de madeira, possibilitando a cunhagem de um modo mais eficiente. Pelas extenuantes jornadas de trabalho e também por causa do frio, os burros morriam em dois ou três meses (!!), mas eram sempre substituídos rapidamente para que a cunhagem das moedas nao parasse.

Pensei bem, lembrei dos mineiros presos nao sei onde no mundo que vi na TV antes de vir pra cá, e desisti da ideia de visitar as minas. Parece que o "passeio" dura 3 horas e as condicoes nao sao totalmente seguras, mesmo sendo guiada. Se eu ficasse presa numa mina, meu pai teria um terceiro infarto. Deixei pra lá. E também porque andei um pouco e nao encontrei hotel e lugares decentes para comer, me deu desespero, quis sair de Potosí logo. Tinha uns museus no mapa, mas confesso que fiquei com preguica de visitar.

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