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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Parque da Cidade, São José dos Campos, SP

Não terminei o trabalho ainda (estou quase), mas saí hoje à tarde para tirar dinheiro do banco, passar na casa de câmbio no shopping, comprar repelente, pilhas, uma lanterna, álcool em gel. E minha mãe comprou uma caixa com 24 barras de cereal - se nada for próprio para comer na Bolívia, faço dieta a base de Nutry... Minha mochila deve ficar pronta no domingo (meu voo sai domingo à noite de Guarulhos...). Depois fui para o Parque da Cidade com a minha mãe para dar uma volta. É o meu lugar preferido aqui em São José...

Na verdade, o parque se chama Parque Roberto Burle Marx, mas todo mundo conhece como "Parque da Cidade". Fica na zona norte da cidade. Eu moro na zona sul e consegui chegar em 15 minutos de carro - lado positivo de se morar numa cidade do interior...
Não sei se dá para ver, mas tem um escrito assim nessa placa: "Aperte o botão e refresque-se". Como as pessoas vão lá para caminhar e fazer jogging, podem apertar o tal botão e aí o negócio asperge (acho que é esse o termo) água. Lógico que apertei o botão para ver o que acontecia! =)


Escultura em tronco e raiz de árvore

Por causa do gramado, o parque me lembra um pouco umas cenas do Blow Up - depois daquele beijo. (Veja a foto acima.) Ou talvez eu esteja vendo Blow Up em tudo porque minha vida também esteja (mais) nonsense. Lembro de duas cenas: um fotógrafo fotografa um suposto assassinato em um parque, depois ele vai lá de novo para ver se o corpo ainda está lá, e, no final, tem uma outra cena em que alguns personagens estão jogando tênis, mas sem bola nem raquetes, nesse parque, e só se ouve o barulho da raquete batendo na bola e eles ficam lá, fingindo que jogam. Ou pelo menos é assim que lembro. Adoro filmes nonsense =).

Parece que essas construções são pérolas da arquitetura moderna. Eu não entendo nada de arquitetura, então não posso dizer. Então só digo que gosto e acho bonito =).


Essa foto também me lembra Blow Up...

Um dos vários lagos do parque

Achei que a tecelagem Parahyba (de cobertores e mantas) que funcionou onde hoje é o parque estava totalmente desativada, mas vi esse galpão, de onde vinha um barulho, só que não vi nenhum funcionário lá! Essa tecelagem Parahyba tinha uma propaganda que passava na TV quando eu era bem criança, com um desenho de um menininho segurando uma vela e uma musiquinha assim: "Já é hora de dormir, não espere a mamãe mandar. Um bom sonho pra você e um alegre despertar". Achei o site: http://www.cobertoresparahyba.com.br/

Aqui é um caminho que leva à Fundação Cultural Cassiano Ricardo (uma homenagem ao poeta modernista joseense). É bem legal, tem vários cursos culturais (fotografia, música, dança). Quando eu estava no colégio, minha tia me levou para fazer uma oficina literária que durou mais ou menos um ano, totalmente grátis, ministrada por uma escritora, na Fundação - graças a essa oficina, fiquei conhecendo Borges, Cortázar, Shakespeare, Maiakóvski, e não lembro mais que autores, aos 16 anos... o restante da turma devia ter, no mínimo, o dobro da minha idade, mas, mesmo assim, consegui aproveitar muito.

Escultura em tronco de árvore

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