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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Uma memória bonita para sempre

Há alguns anos vi um filme chamado Depois da vida (After life), do diretor Hirokazu Koreeda - o mesmo que dirigiu Ninguém pode saber e Air doll, estou ficando fã do cara! -, e, nesse filme, quando as pessoas morriam, elas iam para um outro plano, onde viam fitas VHS da vida toda para depois escolher um momento da vida para levar para sempre. Se eu morresse agora, provavelmente ia querer levar comigo a viagem que fiz em novembro de 2003 para Buenos Aires, embora tenha tido outros momentos mágicos na vida (sempre ligados a pessoas muito importantes para mim).

Às vezes escancaro demais minha vida pessoal, mas é porque tenho medo de um dia acordar e não lembrar mais de nada - meu nome, quem são meus pais, do que eu gostava de fazer, das pessoas que eu amava, do que vivi e senti -, então poderei recorrer ao blog e ao diário para ter uma ideia. Digitalizei milhares de fotos ontem, e me dava uma sensação estranha ao ver as fotos e lembrar vagamente ou não lembrar de nada daqueles momentos. E mais estranho é conversar com alguém e não lembrar de coisas que fizemos juntos ("Você lembra que fomos em tal lugar e fizemos tal coisa? Foi superlegal!", muitas vezes não tenho noção do que a pessoa está falando e, nos piores casos, eu nem lembro dessas pessoas - nome, onde nos conhecemos, como ela se lembra de mim?). Talvez eu tenha algum tipo de Alzheimer juvenil, não sei.

De qualquer forma, essa é a lembrança que queria levar para o além-vida: viagem para Buenos Aires, 30 horas de bus para ir (de Londrina) e mais 30 para voltar, ônibus cedido pela UEL (a gasolina foi rachada entre os alunos), alojamento muito precário por R$ 3 a diária (incluindo café da manhã), para um suposto congresso de... direitos humanos, acho (eu precisaria checar no meu currículo porque nunca lembro).

Ah, sim, fiquei com vontade de contar essa história porque a Karen do Kafka na Praia foi para Buenos Aires, está fazendo uma retrospectiva, e fiquei com saudade.

Em algum lugar em La Boca (adoro as cores!)

Eu, Tati e a vaca

Estou ali em cima

Vou tentar voltar a ter o cabelo desse comprimento...


Eu, Tati e duas meninas das artes plásticas que conhecemos no bus (não lembro o nome delas mais... =/)

Recorte do alojamento... não tenho frescuras! =) Fico em qualquer lugar, durmo em qualquer canto...

Em alguma praça perto de onde o congresso acontecia

Zoo (não lembrava de ter ido, mas agora lembro que a Tati quis ir, aí fomos - me dá angústia ver os animais presos e amestrados, não gosto muito de zoos)

Jardim Japonês

Tati no Jardim Japonês, tem carpas coloridas nesse lago!

No metrô (não, não era cenário de faroeste)

Obs: a Tati cedeu os direitos de exibição de imagem dela (e nem vai cobrar por isso - haha!- obrigada, Tati, você é legal! =)

Obs 2: Viver vale MUITO a pena!

5 comentários:

Sharlene disse...

Putz... eu assisti Depois da Vida e Ninguém pode saber (um dos filmes mais tristes que já assisti!!). Tenho certeza de que vou gostar de Air Doll.
Depois da vida é um filme que me faz refletir até hoje. E, de verdade, eu não saberia um momento. Talvez eu ficasse como aquele menino... esperando.

Karen disse...

O Caminito está charmoso nas suas fotos. E não me lembro dessas pedronas no lago do jardim japonês. Que engraçado, acho que cada um que vai para Bs.As. vê uma cidade diferente... rs

Beijos!

dan disse...

Que demais as fotos de buenos aires... PRECISO fazer uma viagem internacional, mesmo q seja ali pra argentina. rsss... E vc fica bem de cabelãaaoo, gosteei!

^^ bjuu

aline naomi disse...

Dan, aproveita pra viajar se a facu disponibilizar ônibus ou algo assim. Viajei bastante e barato durante o curso (haha).

Beeijo!

aline naomi disse...

Shar,
Air Doll é muito bom (e, como os outros filmes, triste)! Se eu conseguir, gravo o DVD pra você. Yuri vai me ajudar com as legendas... :)

***
Karen,
essas fotos foram batidas com câmera sem ser digital... escolhi as melhorzinhas pra postar =P. Se eu tivesse nascido nos anos 90, já teria uma cam digital e fotos melhores =D

Beijos, meninas!