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sábado, 18 de dezembro de 2010

Na agência

Fui participar de um processo seletivo em uma agência de tradução ontem. Tinha mais umas dez pessoas. Quando vi uma tradutora chegar de jeans e tênis, fiquei pensando que podia ter ido de All Star, bem mais confortável que o sapato. Até porque ninguém ia avaliar meu conhecimento linguístico com base no que eu estava calçando...

Achei que isso já era coisa do passado: teste de tradução manuscrito, sem acesso a dicionários, glossários, internet. Mas ainda existe e a pessoa da agência comentou que eles sabiam das limitações de um teste assim - que bom que eles sabem. Já tinha feito um teste parecido há dois anos, então, estava "vacinada".

O mais legal da agência é que senti um clima amistoso e "aconchegante" - claro que deve rolar todo o estresse por causa de tradutores que não entregam no prazo, prazos em geral, clientes, cobranças, etc (como em toda agência), mas parece que eles procuram minimizar esse estresse. Lá trabalham coordenadores, tradutores internos, pessoal administrativo, há frutas disponíveis, os funcionários podem levar seus cachorros (!), ir de tênis e dormir (!!). Senti que havia uma preocupação real com o bem-estar dos funcionários e uma energia muito boa ali, inclusive das pessoas que também foram participar do processo seletivo (tradutores, em geral, são amistosos e prestativos, mesmo quando parecem/são excêntricos =).

Terminei lá e fui correndo pro Belas Artes.

2 comentários:

Karen disse...

Parece um ambiente legal para trabalhar, espero que seja chamada! :)

aline naomi disse...

Obrigada pela força, Karen! =D Mas, no começo, se chamarem, vai ser pra freela, porque só contratam tradutores internos depois de terem sido freelas...

Por mim, ok, porque ainda tenho vontade de voltar a trabalhar com livros em alguma editora.