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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Sobre redes sociais, indiretas e alfinetadas

Off-topic:

Esses dias um amigo entrou no MSN assim:

[nome dele] - {insira sua indireta aqui}

Ri sozinha. Porque é realmente engraçado quando as pessoas entram no MSN com recadinhos para pessoas específicas. Coisas do tipo: "o amor é que nem capim, a gente rega para crescer, aí vem uma vaca comer no nosso pasto", "me deixe em paz" (Fulano, vem falar comigo!!), "vou viver o presente, porque o passado é página virada" (leia-se: levei um pé na bunda), "ex bom é ex morto" (essa só serve quando o ex ainda está na lista de contatos), "vou beber todas no finde!" (para esquecer/chamar a atenção de alguém que está online para ler isso), "porque o amor é de plástico", "porque as pessoas isso ou aquilo" (as pessoas = uma pessoa específica), etc.

Em geral, depois do meu nome, costumo colocar a cidade onde estou (se em SP ou em São José ou, de vez em quando, em alguma outra cidade) e o que estou fazendo no momento, principalmente se não estou direto no micro (cozinhando ou tomando banho), ou fico no "ocupado" quando estou trabalhando, mas preciso trocar ideias com colegas online. Vez ou outra, algum recado de carinho pra alguém. Não lembro de ter colocado indiretas nem alfinetadas. Aliás, eu prefiro ser direta e que sejam diretos comigo.

E, só para constar: às vezes quando vejo lavagem de roupa suja, indiretas ou alfinetadas publicamente (no MSN, no Twitter, em blogs, no Orkut, no Facebook, na putaqueopariu) sinto um misto de constrangimento, vontade de rir e me pergunto sempre: "por que as pessoas precisam escrever essas coisas?". Isso porque a carapuça nunca me serve, mas fico imaginando o que as pessoas para quem as indiretas ou alfinetadas são dirigidas pensam e sentem quando leem e se tocam que estão falando (e mal) delas. Para mim, é algo deselegante e desnecessário. Mas, também, é só uma opinião e não que valha muita coisa.

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