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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Chamois Notícias

Ganhei essa revista do editor há alguns dias e hoje terminei de ler no ônibus, indo para o trabalho. É uma revista trimestral, de 14 páginas, e, pelo que entendi, produzida por uma distribuidora de papéis aliada a um fabricante do papel Chamois - a revista é confeccionada nesse tipo de papel, daí o nome.

A viagem de ônibus da estação Armênia para Alphaville ou vice-versa, em geral, dura uns 50 minutos, aí dá tempo de ler alguma coisa - isso quando não caio em um sono profundo e, ao chegar no destino, tenho a impressão de ter me teletransportado. Tenho preferido ler revista, porque às vezes é frustrante interromper a leitura de um livro megainteressante por ter chegado no ponto onde preciso descer.

Voltando à revista Chamois, ela tem poucas páginas, mas... que páginas! Recheadas de matérias interessantes e sobre escritores brasileiros expressivos. E nessa edição, do fim do ano passado, tem um texto sobre a Biblioteca Nacional, que fica no Rio de Janeiro e é considerada pela Unesco uma das 10 maiores bibliotecas nacionais do mundo, além de fotos - da próxima vez que eu for para o Rio, preciso ver isso, é muito lindo! O prédio que abriga a biblioteca tem mais de 100 anos!

E o que eu queria mesmo postar hoje são dois trechos da entrevista que fizeram com o Milton Hatoum, escritor de Manaus [ele escreveu Dois irmãos, que ainda vou ler!] e que mora atualmente em São Paulo, com que me identifiquei muito:

CN: Milton Hatoum leitor. Como você se define, qual o seu gosto literário e que autores o inspiram?
MH: Não leio qualquer tipo de livro porque não gosto de literatura "comercial", nem tenho tempo para ler tudo. Romances fáceis, do tipo thriller ou suspense, como são os best-sellers, não problematizam a vida, não causam perplexidade, não surpreendem e não deixam transparecer um trabalho com a linguagem. Não considero a literatura como um mero entretenimento. Claro que há o prazer da leitura, o envolvimento com a linguagem e a trama, mas um romance deve evocar, em profundidade, os dramas e relações humanas e o tempo em que vivemos.

CN: O que a literatura representa na sua vida?
MH: A literatura faz parte da minha vida. Representa um modo de ver o mundo, de imaginá-lo por meio da lingugem.

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