Pages

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

CinéClub no Reserva Cultural

O domingo começou com:


Convidei amigos para ir, a Marinex e o Dan disseram que iam, mas, quando cheguei, os ingressos estavam esgotados. Eu tinha comprado o meu no sábado, quando fui ver "O concerto". Liguei para eles avisando. Uma pena! Mas mês que vem tem mais. E já fica de sobreaviso: quem quiser ir, tem que comprar ingresso antes, porque no dia é difícil.

Entrei na fila e peguei a caixinha com um croissant de queijo + um croissant (em formato quadrado) de chocolate + um suco em caixinha. Para quem quisesse, tinha também café e leite à vontade. O café da manhã é generoso. Eu gostei.

Depois vimos o filme "Brilho de uma paixão", que, se não fosse pelo fato de a protagonista costurar roupas diferentes/ser uma vanguardista da moda na época (1800 e alguma coisa) e de retratar um pouco a obra do poeta John Keats, eu teria achado totalmente péssimo. Constatei que não tenho mais paciência para filmes românticos clichês: uma mocinha rica se apaixona por um cara que não tem onde cair morto (ou vice-versa) e eles não podem se casar por "n" fatores limitantes. Mas eles se amam e ficam choramingando o filme todo porque a porra do amor é impossível e o casal quer morrer por causa disso *irritada*. Mano, é o seguinte: não deu pra casar com um(a), casa com outro(a), qual o problema? O mundo é dinâmico, os amores são voláteis, e não sou eu nem você que vai/vou mudar isso. #ogrices [Ok, parei com as ogrices, haha. Uma pessoa fica me falando que preciso ser menos "ogra"; mas nem é questão de ser ogra, é questão de encarar as coisas por um prisma mais racional e tocar a vida pra frente! Para mim é inconcebível que um amor não concretizado consiga destruir a vida de uma pessoa.]

Depois do filme, teve uma palestra-debate com o estilista José Gayegos, que apresenta o programa "Rendas e Babados" - é "meio" amador, mas o cara manja muito e fala da área com paixão. Gostei bastante de saber um pouco mais de moda. Sei que rola o maior preconceito, as modelos e todos que trabalham na área podem parecer fúteis e alienados, mas encaro a moda como uma vertente da arte e, dependendo dos elementos e conhecimentos que estilistas usam, os resultados podem ser maravilhosos. Uma das minhas metas esse ano é retomar o curso de corte e costura (tem um curso quase do lado de casa), para poder fazer as roupas exatamente como quero, com os panos que quero, e tentar experimentos. Depois de dominar um pouco a costura, quero costurar roupas com referências ao cinema, à literatura, à fotografia e à pintura. Não a menor ideia de como fazer isso e fazer com que fique algo visualmente diferente/agradável aos olhos, mas vou descobrir. Quero fazer da costura um hobby útil, assim como cozinhar.

Ah é, o filme do CinéClub desse mês teve a ver com moda, porque está acontecendo o Circuito de Moda e Arte - 3ª edição.

Um comentário:

Tati disse...

EITAAAA! Gostei do desabafo!
Ogras unidas jamais serão vencidas! XD