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terça-feira, 26 de abril de 2011

3096 dias - Natascha Kampusch

Em fevereiro desse ano, vi essa propaganda no metrô, quando estava indo pro trabalho:


A capa do livro é essa:

Sei que é sensacionalista e talvez eu não devesse me sentir tão ávida para saber detalhes de uma história tão perversa como a da Natascha, a menina austríaca que foi sequestrada em 1988, quando tinha 10 anos e ficou 8 anos e meio sob poder do sequestrador, mas sempre me interesso por pessoas que passaram por experiências extremas porque depois elas acabam tendo um olhar completamente único da vida...

Se foi mesmo a Natascha que escreveu o livro, achei que ela escreve bem e é uma pessoa muito mais equilibrada (apesar de tudo que passou) e madura do que imaginei. No início do livro, ela conta como foi sua infância, como era a sua relação com a família e com as pessoas que a cercavam (não era um mar de rosas, a relação com os pais era difícil, e a relação com os coleguinhas na escola também). Também há detalhes do dia em que foi sequestrada e do dia em que fugiu - isso eu também queria saber (como foi exatamente, o que ela sentiu, quem a encontrou, o que ela pensou, etc.). O sequestrador, um engenheiro de comunicações, Wolfgang Priklopil, que na época (2006) tinha 44 anos, se jogou na frente de um trem em Viena horas depois de Natascha ter fugido.

Lendo histórias como essas, fico pensando que, por um lado, há mesmo muita maldade e desequilíbrio no mundo, mas, ao mesmo tempo, de onde as pessoas conseguem forças e equilíbrio para lutar e continuar vivendo?

Encontrei essa matéria curtinha que o Fantástico fez sobre a Natascha em 23/01/2011 e que eu não tinha visto - no fim tem uma entrevista-relâmpago com ela.




Também encontrei o site do livro (este), e lá dá para baixar o primeiro capítulo (30 páginas).

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