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domingo, 29 de maio de 2011

Festival da Mantiqueira, eu fui! :)

Dormi algumas horas de ontem pra hoje e meus pais acabaram me levando pro Festival da Mantiqueira. (Não reparem, as fotos não estão tão boas, principalmente a que tirei dos autores.)



Orquestra Sinfônica de São José dos Campos! (é linda!)



A atriz Rosi Campos lendo trecho de livro antes do bate-papo

À direita, Ignácio de Loyola Brandão, à esquerda, Márcio Souza. No meio, não sei quem, era o mediador.

São Francisco Xavier, perto da praça onde o evento acontecia

Valeu muito a pena ter ido até lá ver o bate-papo com o Ignácio de Loyola Brandão (dele, comecei a ler, faz tempo, Cadeiras Proibidas, mas não terminei) e com o Márcio Souza (de quem li um livro de contos que se passam em Manaus, A caligrafia de Deus, muito bom!).

Os dois autores contaram várias histórias de quando eles, Ligia Fagundes Telles e João Ubaldo Ribeiro viajavam pelo Brasil e pelo mundo para divulgar suas obras. Pelo que eles contaram, era uma festa! Os dois contavam as histórias de um jeito muito engraçado. Falaram também sobre Moacyr Scliar - o Festival desse ano foi em homenagem a ele -, que às vezes os acompanhava nessas viagens. Fiquei fascinada. E fiquei querendo ser escritora, ter um grupo de amigos que gostam de literatura/escrevem e viajar com eles mundo afora.

O Loyola foi convidado a falar sobre a obra Zero, lançada primeiro na Itália, porque no Brasil havia a ditadura e nenhum editor queria publicar, por medo de ser preso (na época, o editor poderia ser preso e o autor também). Nunca tinha ouvido falar desse livro. E o Márcio Souza falou sobre Galvez, o imperador do Acre (que eu só conheço de nome, não sei direito do que se trata), que foi traduzido para vários idiomas - talvez o fascínio dos estrangeiros pela Amazônia.

O Loyola também comentou sobre o conto dele (este) que estava num livro, uma antologia de contos, que foi distribuído para alunos de escolas públicas em São Paulo e que foi "proibido" por ser inapropriado para crianças/adolescentes, pelo que entendi, na faixa dos 14/15 anos. Ainda me indigna esse tipo de coisa. Grupos de moralistas fazendo com que um livro deixe de fazer parte do currículo escolar por ser considerado "obsceno". Obsceno é saber ler e não ler.

Depois de voltar do Festival, comemos num restaurante vegetariano chamado Consciência no centro de São José - eu adoro a comida de lá! -, fui buscar a HQ Maus na casa da Mila (ela comprou pra mim com desconto na feira de livros da USP \O/) , essa HQ foi indicada pela Sol Y. no ano passado ou retrasado, e mostra uma perspectiva do Holocausto, depois fui visitar a batian e o ditian. Não deu tempo de ir pro shopping com a minha mãe comprar o presente para e com ela, isso ficou pra próxima.

Mesmo assim o dia rendeu e foi ótimo! E ainda teve pinhão, que eu estava com vontade de comer - compramos lá em São Francisco e minha mãe cozinhou na panela de pressão (ainda vou aprender a usar isso) antes de eu vir. Trouxe uns pinhões pra comer aqui também.

Pra fechar, um trechinho (bem pequeno mesmo!) da Orquestra Sinfônica de São José lá no Festival. Se procurar no Youtube, tem vários outros vídeos bem melhores da Orquestra! Todos os músicos tocam lindamente. Virei fã.




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