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sábado, 4 de junho de 2011

Estamos juntos - Toni Venturi

Ontem saí do trabalho e o primeiro ônibus que passou ia para o metrô Paraíso, ou seja, passava pela Paulista. Então, fui pra Paulista. Se tivesse passado o ônibus para o metrô Armênia primeiro, iria para casa. Deixei a sorte decidir por mim.

Cheguei na Paulista quase 20h (saio às 17h), por causa do caótico trânsito. No ônibus, dei uma olhada no Guia da Folha, que o editor me deu, e decidi ver "Estamos juntos", um filme nacional, com a Leandra Leal.

O legal é que o cinema da Livraria Cultura, que fica dentro do Conjunto Nacional (antigo cine Bombril), não coloca todos os filmes que estão em cartaz. Não tinha o cartaz desse filme exposto lá, achei que o Guia estivesse errado. Tive que ir até a bilheteria e perguntar se o filme estava mesmo em cartaz. Sim, estava.

Então que vi e achei ruim. Dessa vez não deu vontade de pedir pra trocar por outra entrada, mas o filme não me agradou e, se eu soubesse que seria assim, teria ido ver outro.

As únicas coisas legais do filme: a história se passa em São Paulo, é muito legal ver lugares que conheço, por onde passo, na telona! E a outra coisa legal é quando um personagem diz mais ou menos assim: "Não dá pra ver direito as estrelas no céu de São Paulo. Parece que o céu caiu sobre nós e para ver as estrelas, temos que olhar de cima para baixo", aí aparecem lugares com luzes. A analogia é bonita.

O problema do filme, a meu ver, é que mistura muitas coisas e não se aprofunda em nada: doença terminal da protagonista, amigo imaginário, solidão, problemas sociais (não sei por que quiseram tocar no assunto da invasão de prédios pelo movimento dos sem-teto no filme - e sem aprofundar), greve em hospitais públicos, desejos expressos, superficialidade. Talvez seja a linguagem encontrada para mostrar a superficialidade, a correria e a loucura em que vivemos aqui (por isso tudo é uma mistura de superficialidades...), mas não me fez sentir nada de novo, não me encantou, não me mostrou nada "além". Daí fiquei com a sensação de perda de tempo. Mas ok, sei que para cada, sei lá, 50 filmes que vejo, um vai prestar.

Terminei de ler a HQ Maus. Excelente. Depois comento.

2 comentários:

Lúcia H. disse...

Às vezes a gente assiste umas "porcarias", mas se não assistir como saber? É +ou- a questão filhos: "melhor não tê-los, mas se não tiver...como sabê-lo". Que bom que vc tirou a boa frase do filme. Falando em filhos, a turma de Arujá veio visitar Ba/Di, no sábado. Conheci o Bruninho (1ano e 8 meses), do Gilson. Muito-muito-muito fofo.
Bjs

aline naomi disse...

É, tia, não tem como saber antes de ver ou ler algo mesmo. De uns 50 filmes que vejo, pelo menos a metade é bonzinho e um é "OHHHHHHHH, que maravilha!", mas tudo bem. Continuo gostando de cinema! :)
Beijos!