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domingo, 26 de junho de 2011

Fast days

O tempo parece correr ainda mais rápido quando venho para São José. Incrível. Nunca consigo fazer tudo que planejo e dessa vez não foi diferente.

Não encaixotei os livros hoje, como havia planejado. Fiquei vendo filmes e lendo debaixo das cobertas. Minha mãe fez comidas gostosas (definitivamente, salmão ao molho de alcaparras, camarão e champignon da minha mãe seria a comida que eu escolheria como última refeição antes de morrer!, é divino) e fui feliz.

Hoje vi o meu filme, "Alien" :). Ando numa vibe sci-fi por influência de amigos, acho. O filme é surpreendentemente bom. Nunca tinha tido curiosidade de ver até ler a sinopse. A curiosidade nasceu do acaso. A história gira em torno de uma missão interplanetária e sete tripulantes em uma nave precisam lutar pela própria vida depois que um oitavo passageiro, um alien monstruoso, vai parar no interior da nave. Fiquei tensa porque o alien parecia indestrutível. Para quem gosta desse tipo de filme, eu recomendo.

Vi também um filme chamado "Tolerância Zero", mas esse vai ficar para um outro post (quero falar sobre esse, "Pecados da Carne" e Maus tudo junto).

E, finalmente, consegui rever "Ghost". Já faz algumas semanas que queria rever a cena em que os espíritos (?), uma sombras, levam os criminosos/pessoas de mau caráter para sei lá onde (inferno? limbo?) depois que morrem. Quem assistiu deve se lembrar que um dos melhores amigos do protagonista manda um cara matá-lo para poder ficar com um dinheiro ilegal. Esse assunto tem me intrigado. Sou mesmo curiosa para saber o que acontece depois do que chamamos de vida. O mais provável, segundo a minha mente racional, é que não aconteça nada. O inferno não existe, ou, se existir, talvez sejam os pesos que carregamos por erros, culpa, remorsos, promessas não cumpridas, sentimentos ruins - o inferno talvez seja um lugar em nossa mente enquanto ainda estamos vivos.

Comecei a pensar em Céu, Inferno, Limbo e sobre os mistérios da morte depois de Maus (essa HQ mexeu mesmo comigo!). Fiquei pensando que não era justo todo mundo ir para o mesmo lugar que os nazistas e pessoas que só viveram para promover coisas ruins no mundo. É que a vida não é justa mesmo, né? Triste pensar assim, mas: seja bom ou seja ruim, todo mundo acaba indo para o mesmo Nada depois. Mesmo assim, pra mim ainda vale a pena viver por coisas boas. Mesmo que isso não sirva para nada depois.

Sei que acontece direto de pessoas matarem por dinheiro e que a vida humana está totalmente banalizada, mas não deixo de me surpreender toda vez que leio alguma notícia desse tipo nos jornais. Me recuso a aceitar que matar por dinheiro seja algo normal. Nem dinheiro nem nada deveria estar acima da vida humana. Dá um desânimo pensar que, mesmo estando há tanto tempo na Terra, ainda não evoluímos. Ainda continuamos os mesmos bárbaros.

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