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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Parada Gay e filmes gays


Ontem teve a "Parada Gay" na Av. Paulista aqui em São Paulo, mas nem me passou pela cabeça ir. Tenho pavor de multidões, além de várias pessoas já terem dito que tiveram carteira e celular roubados durante o evento. Ah, não, não gosto.

Apesar de não entender direito a Parada Gay (Carnaval?) e achar que há outros meios de fazer as pessoas entenderem o óbvio, que todo mundo tem o direito de viver a própria vida e que ser gay não é doença nem perversão, não acho de todo ruim. Deve ter algumas coisas boas no meio, eu só não entendo mesmo.

Não milito, acho chato "militar". Prefiro entender, discutir, me ampliar, então vi e revi filmes com a temática nas últimas semanas e eles me fizeram pensar em questões como sexualidade, amor, desejo, moralidade, escolhas, destino.

1. Pecados da Carne (Eyes Wide Shut)
Dois judeus ortodoxos sentem atração um pelo outro e começam a ter um caso. Só que um deles é casado e pai de quatro crianças (!). Uma das cenas de que mais gostei foi quando o rabino questiona o pai de família sobre o porquê de ele não conseguir deixar o amante ir, ele responde algo do tipo: "É que me sinto muito mais vivo agora" e leva um tapa na cara do rabino.

2. As filhas do botânico (Les filles du botaniste)
Filme chinês, baseado em uma história real que o diretor leu em um jornal. A fotografia é maravilhosa, as atrizes são lindas, gosto muito desse filme. Uma garota mestiça de pai chinês e mãe russa (ou vice-versa) fica órfã por causa de um terremoto que acontece na China quando ela era pequena e ela vai parar em um orfanato. Depois de adulta, é selecionada para estudar plantas medicinais em uma ilha, onde mora um famoso botânico e sua filha. Ela acaba se apaixonando pela filha do botânico. Esse filme a Tati que baixou e gravou para mim há uns cinco ou seis anos.

3. Beijando Jessica Stein (Kissing Jessica Stein)
Esse filme eu já tinha visto há alguns anos e é bem leve. Vi o DVD para comprar nas Lojas Americanas perto do trabalho (tem vários DVDs seminovos pelo preço de uma locação lá!) e deu vontade de rever. Jessica Stein é uma mulher jornalista judia e neurótica que não consegue encontrar alguém "do seu nível" para namorar. Quando uma colega de trabalho lê um anúncio de uma mulher procurando outra mulher para relacionamento em um jornal - tem um trecho de um poema que a Jessica gosta -, ela se interessa. Acontecem várias cenas engraçadas, ninguém corta os pulsos nem se mata, como várias vezes acontece em filmes gays. Dei boas risadas.

4. Outra história de amor (Otra história de amor)
Filme argentino de 1986, que vi em VHS há mais de dez anos e queria muito rever. Achei picado em 10 partes (!!) no Youtube, mas achei. Revi :). É a história de um funcionário que chega para o chefe e diz que gosta dele e que quer dormir com ele. Simples e direto como muitos homens (gosto dessa coisa "direto ao assunto" dos homens, bem fácil de entender). O chefe em questão é casado há 20 anos e tem um filho quase adulto. O link para a primeira parte do filme é este. Esse filme me marcou porque no fim tem essa citação do Julio Cortázar (trecho de Jogo da Amarelinha):
Como si se pudiese elegir en el amor, como si no fuera un rayo que te parte los huesos y te deja estaqueado en la mitad del patio.


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