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quinta-feira, 28 de julho de 2011

De efemeridades e sonhos

Estou me sentindo um pouco sobrecarregada com coisas que eu mesma me imponho ultimamente, mas estou vivendo, estou feliz, estou bem. As efemeridades do dia a dia me animam. Tudo parece passar muito rápido, nem consigo me lembrar de tudo que acontece no dia, mas fica a sensação - do dever cumprido ou descumprido ou simplesmente do dia aproveitado.

Não consegui riscar várias coisas da lista do último post ainda. Vou chegar lá. Só preciso de mais um pouco de t-e-m-p-o. Queria que o amigo Sergio tivesse uma loja em que ele vendesse tempo - eu compraria um monte.

Hoje só queria contar sobre um sonho recorrente (pelo menos uma vez por semana ele me ocorre): estou em algum lugar, geralmente público - andando na rua, em alguma loja, no ônibus -, aí vejo moedas caídas e começo a pegar, e quanto mais eu pego as moedas, mais elas surgem. No sonho, penso: Que sorte a minha! Quantas moedas!.

Pensem, só pode significar que vou ganhar na loteria em breve, certeza! Não riam. É uma premonição. (Hahaha.)

Se eu ganhar uma grana razoável (é que a Lotofácil, por exemplo, não dá tanto dinheiro assim), compro um apartamento na Saúde e uma máquina de lavar. E, se sobrar, vou fazer uns cursos e antecipo meu mochilão pela Europa.

Mas, falando sério, a recorrência do sonho me intriga. Talvez não tenha nada a ver com dinheiro. Talvez tenha a ver com "abundância" e "sorte" (?).

Faz tempo, um outro sonho era recorrente: eu sempre me jogava de um penhasco, sem medo. E sempre acontecia alguma coisa mágica que amortecia a minha queda - um monte de feno, um colchão de ar, a velocidade da queda diminuía e eu caía em pé, alguém me segurava lá embaixo do penhasco - e eu nunca morria. Parei de ter esse sonho mais ou menos na época em que fui estudar em Rio Preto (saí da casa dos meus pais). Seria um desejo profundo e inconsciente de liberdade que se refletia nos sonhos?

Ou talvez seja tudo bobagem. Nem Freud me explica. Freud não explica ninguém.

5 comentários:

Old Little Girl disse...

Faça que nem as pessoas que explicavam a teoria do "O Segredo": pense fortemente e constantemente que vai ganhar dinheiro, que uma hora vai dar certo, mas vc precisa dar os primeiros passos.
Na verdade, o filme-documentário-sei-lá-que-porra-é-aquilo é uma porcaria, só aguentei ver o primeiro depoimento. Só me fez lembrar desse troço babaca.
Mas acho que, no seu caso, se depender da sua bundinha que vive virada pra Lua, é capaz de ser algo bom mesmo!
*e assim esperamos
; )

Tati disse...

O sonho nada mais é que o nosso cérebro pensando em besteira enquanto a gente dorme. :P

Lúcia H. disse...

Adoro qdo sonho e consigo interpretar. E, olha que quase sempre consigo! Aprendi observando minha própria vida. Posso ter um sonho igual ao seu e o significado ser diferente. No seu sonho do penhasco, talvez fosse a dúvida qto à escolha do curso. Você me escreveu, à época, que tinha receio de se perguntar se teria feito a opção certa. E, a queda amortecida, talvez saber que não seria tão grave uma vez que vc poderia estudar outra coisa depois.
Que tal minha análise? Rs. Bjs. Tia

Lúcia H. disse...

PS: Freud não explica, acho que nos faz pensar para que, nós próprios, encontremos a explicação. Ah, qta bobagem, Freud não explica nada, ele só late e come Biscrok (o fofinho!).

aline naomi disse...

Old Little Girl: nem me fale em "O Segredo"... =/ Que merda é aquela?!

***

Tati, às vezes eu não queria sonhar. Só queria dormir e descansar. Sonhar parece que cansa. E quando o sonho é bom, sempre acordo antes de aproveitar mais um pouco... pfff...

***

Tia,
incrível que você lembra do que escrevia nas cartas! :) Realmente, eu tinha dúvidas sobre o curso. Mas acabou sendo uma boa escolha. A melhor que eu podia fazer na época.