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domingo, 7 de agosto de 2011

O amor chega tarde - Jan Schütte


Fui ver esse filme sexta, depois do trabalho, no Reserva Cultural da av. Paulista.

Dirigido pelo alemão Jan Schütte, baseado num conto do escritor polonês Isaac Bashevis Singer, é uma história sobre um escritor/contista de 80 anos, Max Kohn, que optou por não se casar, mas mantém uma namorada e alguns "casos". Mulheres de várias idades se sentem de alguma forma atraídas por ele e ele aproveita isso nos contos - em determinados pontos, não dá para saber o que é real e o que é conto que ele está escrevendo.

Max é um senhor um pouco confuso, atrapalhado, e provoca alguns risos na plateia, pois vive (ou imagina?) algumas situações improváveis.

Gostei desse filme - perfeito para uma sexta -, porque mostra um pouco do processo criativo do escritor. Claro que nem todo mundo trabalha como o personagem do filme, mas é quase certo que todos os escritores bebem na vida real (no que viveram e sentiram, nas pessoas que conheceram, em paisagens que viram, em histórias que ouviram) para escrever suas obras.

Uma coisa muito legal é que ele datilografa os contos. Deu saudade da máquina de escrever do meu avô, que eu usava pra datilografar umas histórias quando tinha 11 anos. Depois meu pai me deu uma máquina de escrever elétrica que não era tão boa. Eu não consigo me adaptar direito às novas tecnologias. Mas concordo que o Word é melhor que a máquina de escrever :).

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