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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Ensina-me a viver - a peça

Semana passada fui ver a peça "Ensina-me a viver", com a Glória Menezes.

A Lu tinha recomendado e a Sol Y. convidou - ela ia com vários amigos da editora onde ela trabalha -, então topei. Queria ver a peça e aproveitei a oportunidade.

Vi, me decepcionei, e fiz alguns comentários negativos no Twitter. Aí aconteceu algo que eu não esperava: o ator Arlindo Lopes Jr., que interpreta o protagonista, respondeu, pedindo para eu explicar o que seria "entretenimento tipo Globo" (eu comentei algo assim), porque ele não fazia parte do casting da Globo, ele fazia teatro. Fiquei meio constrangida porque a crítica não era diretamente para ele, mas sobre a peça como um todo. Trepliquei o tweet dele, explicando, mas ele deve ter ficado chateado.

O que eu esperava: uma peça leve, misturando drama e comédia, de um jeito inusitado, inteligente, já que a peça era sobre o romance entre um jovem depressivo de vinte e poucos anos e uma mulher de 80, cheia de vida.
O que eu vi: muito mais comédia forçada que drama e personagens caricatos (a mãe do Harold, o policial e o ajudante do policial eram irritantes...)

A maioria das pessoas gostou. Tinha um casal lá que assistia à peça todo fim de semana desde que ela estreou (há quatro anos). Me senti constrangida porque em várias cenas em que o público se matava de rir, eu não conseguia achar graça. Gosto é gosto mesmo! E não se discute. E, infelizmente, não faço parte da maioria.Os atores são bons, o cenário e o figurino eram lindos, mas... eu não gostei. Esperava mais.

Depois de ver "Depois da Chuva", "12 homens e uma sentença", "Dueto para Um", "Cabaré Luxúria" (comédia, com humor inteligente!! vi duas vezes) e "A lua vem da Ásia", fica difícil gostar de qualquer coisa. Ou talvez eu esteja sendo rígida demais em criticar tanto, não sei. A peça cumpre o papel a que se propõe: entretenimento. Algumas pessoas vão ao teatro apenas para se entreter, rir e esquecer os problemas e não há nenhum problema nisso.

Enquanto assistia à peça, lembrei de algumas falas de amigos de alguma forma ligados ao teatro: "Tenho pavor de peças com atores conhecidos, o público fica retardado e aplaude qualquer coisa", "Não vou ao teatro para me entreter, teatro tem que oferecer algo mais" (ainda bem que não chamei essa pessoa para ver essa peça, ela ia querer me matar), "É muito difícil fazer o público rir".

Para balancear o meu "fora" sobre essa peça no Twitter, de bom, o Adão Iturrusgarai (cartunista criador da "Aline", uma garota que tem dois namorados, entre outros) respondeu a um tweet meu sobre uma ilustração dele que saiu na capa do Guia Folha de sexta passada (o editor sempre me dá esse Guia para eu fazer meus programas culturais no fim de semana :). Adoro Adão.

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