Pages

sábado, 10 de março de 2012

4º Festival Internacional de Cinema de Paraty


No ano passado consegui viajar para três cidades que eu não conhecia: Rio de Janeiro (RJ), com a Mila, e Paraty (RJ) e Vitória (ES) com a Yuri.

Sempre quis ir para Paraty. Meu sonho era ir lá para participar da FLIP, a Feira Literária Internacional de Paraty, o que eu sempre adiava, confesso que por uma certa preguiça. Ter que disputar vagas em hotéis e também me desesperar para comprar entradas para eventos com autores na internet não é a minha praia. Se bem que uma amiga foi para a FLIP e disse que se programar, dá para ver bastante coisa sem gastar uma fortuna.

Para a minha alegria, fiquei sabendo do 4º Festival Internacional de Cinema de Paraty, que aconteceria no feriadão de 15 de novembro (em 2011, caiu numa terça), e chamei a Yuri para ir. E fomos.

Saímos de São Paulo sábado de madrugada, 4h ou 5h, para não pegar muito trânsito - a Yuri foi dirigindo. Ainda estava escuro e estávamos empolgadas.

Conseguimos reservar com antecedência vagas na Pousada do Cais, porque vi que ficava perto do Centro Histórico e as fotos no site me deram uma boa impressão. Por estar mais ou menos bem localizado, não tinha vagas, só conseguimos porque alguém desistiu. Não é barato, mas vale a pena. É limpo, calmo, fomos bem atendidas, e o café da manhã, apesar de simples, era bom.

Parte da fachada da Pousada do Cais


Área da recepção

Esse festival de cinema começou com o objetivo de arrecadar dinheiro para reformar o Cine Paraty e, pelo que estava escrito no catálogo da mostra, estavam conseguindo esse objetivo. Para ajudar, estavam vendendo um catálogo por um preço simbólico, acho que R$ 5, e também um botom da mostra, por R$ 5 ou R$ 3, não lembro, o que dava direito a assistir a todos os filmes. A compra do catálogo não era obrigatória, mas a do botom, sim, para ver os filmes "pagos". Quem não quisesse pagar, podia entrar nas sessões grátis.

Catálogo e folder com a programação

Conseguimos ver vários filmes da mostra em todos os dias que ficamos lá. Os meus preferidos foram um documentário francês chamado "O nome dela é Sabine", em que a atriz Sandrine Bonnaire, mostra como o estado psicológico da irmã, Sabine, foi se deteriorando com o passar dos anos, até ser diagnosticada como autista, e um filme coreano chamado "Os diários de Musan", dirigido por Park Jung-Bum, que também atuou no filme e estava presente na sessão. "Diários de Musan" foi baseado em uma história real, de um amigo do diretor, um desertor norte-coreano que foi para Seul tentar uma sorte melhor. O filme é emocionante, porque o pano de fundo é a questão da migração dos norte-coreanos para a Coreia do Sul e a marginalização e dificuldade de adaptação que eles sofrem.




No fim da sessão, o diretor respondeu algumas perguntas do público e a Yuri foi lá perguntar alguma coisa depois. Eu estava com vergonha, mas depois troquei umas palavras com o diretor, via intérprete (ele só falava coreano), também.

As sessões aconteciam em duas tendas e no Cine Paraty, que ficava no Centro Histórico. O evento não é tão bem organizado como a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, mas a impressão geral foi boa. Um exemplo de má organização é quando fomos ver um filme argentino chamado "A Casa" (é ruim, mas eu gostei): a sessão era à meia-noite numa das tendas e estava atrasada, chovia e muita gente estava se molhando na fila e ninguém da organização foi dar uma explicação - esse tipo de descaso me deixa irritada.

Tenda Paraty (branca, à esquerda) e Cine Tela Brasil (à direita)

A cidade é pequena e, mesmo sendo feriado, estava tranquila. Passeamos pelas ruas "pé de moleque", enchi meus olhos e minha alma de coisas bonitas, foi reenergizante e quero voltar para o festival esse ano.





Artesanato


Até o Smiliguido já foi pra Paraty! (E é engraçado, do nada, ler "Jesus está voltando")


Esse era o cais de onde saíam os barcos para levar os turistas para passear; a Pousada do CAIS onde nos hospedamos não por acaso ficava ali perto






Foto tirada de uma ponte que unia a Centro Histórico (à esquerda) a uma outra parte da cidade






Zzzz... (Baleia sonhando com preás - já leram Graciliano Ramos?)

Teve um dia em que a Yuri nos levou para um rio para nadarmos. Como ela já tinha ido lá com amigos antes, ela conhecia esse lugar (não lembro o nome). Parece que lá tem vários outros como esse, com água limpa.




Voltamos na terça de manhã, sob uma chuvinha. Antes, paramos em uma praia perto da pousada, porque eu queria porque queria andar por esse "murinho de pedras" até o final, onde duas pessoas estavam pescando. Nos molhamos, mas foi divertido.




Até breve, Paraty! :)

2 comentários:

Lúcia H. disse...

Ela voltou!!!!Sabe o que mais noto, em tudo que vejo? Se tem um cão: no local...na cena... na foto.
O filme coreano parece ótimo, mas eu o assistiria mesmo que fosse só para ver o cãozinho fofo, na caixa.
Então... adorei as fotos que vc fez dos cães. Ah, não quis ler "Vidas Secas", pois um amigo comentou algo sobre o acontecimento com a Baleia.
E, os meus estão bem, dentro do possível. Saudade do meu Freud, que agora é um anjinho de 4 patas.
Bjs,
Tia

Lúcia H. disse...

Ah, esqueci de comentar: as fotos estão lindas. A dos pescadores sobre as pedras, ficou bem artística. Perfeita! E, na loja de artesanato, as "moças na janela" chamam-se namoradeiras. Eu não sabia. Uma amiga pinta e me disse que o nome é esse.
Bjs