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domingo, 29 de abril de 2012

Sobre os últimos dias

Vivi uma certa maratona cultural e social desde quinta-feira retrasada e, como não consegui contar sobre isso nos dias em que foram acontecendo, conto agora.

Na quinta (dia 19/04), fui ver o "documentário institucional" Quem se importa, da diretora Mara Mourão, que também dirigiu Doutores da Alegria (ótimo!). Fomos eu, a Yuri, o Sergio e o Vinicius (que conheci pelo Filmow e com quem mantenho contato pelo Twitter e que eu ainda não conhecia pessoalmente - eu e os contatos virtuais... :).


Esse "documentário" (eu não sei como denominar, não é exatamente documentário) é sobre empreendedorismo social - mostra vários empreendedores ao redor do mundo, incluindo brasileiros, que tiveram iniciativas para ajudar outras pessoas. Mostrar o trabalho desses empreendedores sociais em um filme para motivar todo mundo a fazer algo para melhorar o mundo é uma ótima iniciativa, mas tem algo nele que me incomoda e não sei o que é. As partes em que os empreendedores falavam e que tinham um pano de fundo de estúdio me lembraram muito aquele insuportável O Segredo - acho que é uma heresia o que estou falando, mas foi isso que senti. E algumas partes pareciam aqueles vídeos institucionais horríveis que as empresas colocam nas palestras motivacionais (aliás, que tipo de empresa precisa promover eventos motivacionais para seus funcionários, né? o próprio trabalho, o ambiente, as oportunidades de crescimento e o salário, por si só, já deveriam ser motivação suficiente). Saí do cinema com a sensação de "eu esperava mais".

No sábado, fui ver a animação Chronopolis, de 1982, do diretor polonês Piotr Kamler. Estava muito ansiosa para ver, porque li que era uma animação de ficção científica em que os habitantes de Chronopolis fabricam tempo, mas... não é tão legal. O pior é que levei a Yuri e o Sergio para ver isso. Mas, aproveitando, divulgo o Cineclube do Espaço Unibanco Augusta: todo sábado, ao meio-dia, tem cinema por R$ 5. Tem que conferir a programação aqui

Ainda no sábado, eu, Sergio e Yuri fomos almoçar na Xodó Paulista e ficamos esperando alguns tradutores para um suposto encontro de tradutores (convidei vários, quase ninguém foi). Como o Chico, um tradutor que conheci num encontro informal de tradutores há alguns anos em Florianópolis, vinha para São Paulo, aproveitamos para tentar reunir mais alguns da nossa espécie. Além dele, de tradutora, só a Lana foi. Um sucesso esses encontros que promovo! :) Mais pra frente vou tentar animar o pessoal com quem trabalhei na Madras para um encontro - mas dessa vez vou convidar com bastante antecedência. É sempre legal esses encontros porque trocamos experiência e contatos. Fui para Floripa mês passado para encontrar o Chico e mais alguns tradutores de lá, e o encontro foi bem legal - e ainda consegui pegar uma superpromoção de voos da Gol (paguei só a ida e a volta saiu por R$ 1!).

 Sábado à noite na Paulista

Depois fui com o Chico e a noiva dele, a Roberta, ver a peça Novecentos, baseado no monólogo do italiano Alessandro Baricco - esse livro foi assunto da dissertação de mestrado dela na UFSC e ela veio para São Paulo especialmente para ver a peça! Fiquei interessada em ler o livro (Novecentos) e ver o filme baseado no livro que a Roberta indicou: A lenda do pianista do mar.

 Parte da Reserva Cultural, com banner do filme Pina

No domingo, fomos eu e a Yuri ver o filme francês A culpa é do Fidel no "Ciné Club" da Reserva Cultural. O negócio lá é top: tem café da manhã - um croissant salgado, um croissant de chocolate e um suco de caixinha, além de bebidas quentes - antes da exibição do filme. Tudo por R$ 5. Mas tem que comprar com antecedência porque esgota rápido, como a maioria das coisas boas e baratas em São Paulo. Os ingressos são vendidos a partir da quinta-feira que antecede o filme na bilheteria da Reserva Cultural.

A culpa é do Fidel se passa no ano de 1970, em Paris, e mostra o engajamento político do casal Marie e Fernando, pela ótica da filha deles, Anna, de 9 anos. Às vezes engraçado, às vezes dramático, achei tudo na medida certa. E é bem verdade que às vezes os adultos mascaram a verdade ou não querem explicar direito as coisas para as crianças por achar que elas não vão entender...

Fica a dica para o próximo Ciné Club:
O quê? Exibição do filme francês O pai dos meus filhos (Le père de mes enfants)
Quando? 27/05/2012, domingo, às 10h30 (sendo que o café da manhã começa às 9h30)
Onde? Reserva Cultural (Av. Paulista, 900 - entre as estações Trianon-Masp e Brigadeiro)
Quanto? R$ 5

Respondi o questionário e fiz a Yuri responder também =P

O legal de passear pela Paulista de manhã é que tem muito menos gente para atrapalhar as fotos:

Av. Paulista, domingo, umas 9 da manhã

Homenagem do Ghost Bikes para Juliana Ingrid Dias, a bióloga que morreu atropelada no mês passado, quando ia de bicicleta para o trabalho ali pela Paulista

Yuri contra um "muro" grafitado (eu que pedi pra ela ficar assim ;)

A gente contra o mural grafitado 
(se meu braço fosse mais longo, daria pra ver mais do grafite)

Depois do filme na Reserva Cultural, encontramos o Sergio no MASP e fomos ver a exposição "Roma", porque era o último dia. Uma fila enorme.

Antes de entrar

Expo lotada... mas valeu a pena, eu gostei!


Na terça, dia 24, fomos ver a pré-estreia do filme Um homem de sorte no Jockey Club, onde está acontecendo o Vivo Open Air, porque a Yuri ganhou um par de ingressos da Warner pelo Twitter. O ingresso para ver um filme lá custa R$ 40 (!).

Obrigada, Warner! Obrigada, Yuri!

:)

Aqui era a recepção e a área social, tinha stands de coisas, comidinhas e palco

São Paulo como pano de fundo e essa tela que se erguia para a projeção do filme

Além de pipoca, ganhamos mantinhas porque batia um vento frio, frio no Jockey - ótima sacada, mantinhas mais que bem-vindas!

Fim do filme

Baoba Stereo Club tocando depois do filme

Um homem de sorte é péssimo, um romancezinho água com açúcar, baseado em um livro do Nicholas Sparks (tenho a impressão de que ele escreve "romances de autoajuda para mocinhas e mulheres sonhadoras"), mas a experiência de assistir a um filme ao ar livre é algo singular, eu adorei. Os pontos negativos são: o público acha que só porque é ao ar livre pode ficar mexendo e falando no celular e conversando com a pessoa ao lado o tempo todo, é muito chato! Antes do filme passou um curta chamado Duelo antes da noite, e as pessoas ficavam falando coisas depreciativas, vaiando, rindo, coisa que provavelmente não aconteceria em uma mostra de cinema, por exemplo (ainda que os espectadores odiassem, com razão, o filme) - se bem que também não entendo por que colocaram um curta desses antes de um filme como esse... poderiam ter colocado um curta romântico com happy end para combinar com o filme, todo mundo ia aplaudir.

Mas, olha, assistir a um filme tendo como pano de fundo São Paulo à noite, com seus aviões, carros, trem - a cidade em movimento -, foi maravilhoso. Eu recomendo a experiência.

O quê? Vivo Open Air
Quando? De 15/04 a 06/05/2012, horários variados
Onde? Jockey Club de São Paulo (Av. Lineu de Paula Machado, 1263 - Jardim Everest)
Quanto? R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia) - se for de carro, o estacionamento dentro do Jockey: R$ 30
Site oficial: Vivo Open Air

E para encerrar a maratona, quinta passada fui ver Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios, dirigido por Beto Brant e Renato Ciasca, baseado no livro homônimo do Marçal de Aquino (eu quero ler!), na Reserva Cultural - ganhei ingresso por R$ 2 do Catraca Livre (amo esse site do fundo do meu coração! Ele patrocina meu vício por cinema).

Vi o trailer e me interessei, mas confesso que não estava esperando o que vi. A Camila Pitanga me surpreendeu muito - talvez por só tê-la visto fazendo novelinhas da Globo, não esperava esse tipo de atuação dela (desculpem, sei que é preconceito meu, mas é difícil imaginar atores que sempre aparecem em novelinhas fazendo papéis profundos, complexos, viscerais em cinema e teatro). Lavínia (Camila Pitanga) estava no fundo do poço quando o pastor Ernani a encontrou caída na rua e a ajudou; acabaram se casando e indo para a Amazônia (Pará?) juntos. Nesse lugar estranho, com suas próprias regras, ela conhece o fotógrafo Cauby (em determinado momento, dá a entender que ele é de São Paulo), com quem inicia um caso. Para mim esse filme está no melhor da safra de filmes nacionais - as cenas de sexo no começo talvez deem uma ideia errada do todo, mas garanto que o filme é muito mais que isso.

Segue o trailer:


Alegria, alegria: ganhei ingressos por R$ 2 para ver filme no Espaço Unibanco Augusta na próxima segunda e também no Cine Livraria Cultura (par de ingressos para ver qualquer filme até começo de junho!).

2 comentários:

Andrea Azevedo disse...

Quanta coisa legal!
Gostei mesmo, vou tentar aproveitar o feriado e correr pra Sampa tentar fazer alguma coisa bacana dessas...
Estive em Sampa ontem mas para ver Guerra e Paz no Memorial. A peça Novecentos me pareceu bem interessante. "A culpa de Fidel" já vi várias vezes e adoro, no entanto, me parece bem interessante esse cinema-breakfast aos domingos... Você disse que os ingressos devem ser conseguidos antes, lá no local mesmo os ingressos podem ser comprados?
O cinema ao ar livre parece bem convidativo.. embora o filme certamente não.. ;)
Sua semana pareceu bem bacana e bem inspiradora. Obrigada por compartilhar!

aline naomi disse...

Oi, Andrea!
Você compra os ingressos na bilheteria da Reserva Cultural mesmo. Agora eles estão com o esquema de vender a partir da quinta-feira que antecede o domingo de exibição do filme - no último Ciné Club comprei na sexta e quase não tinha ingressos!