Pages

quarta-feira, 23 de maio de 2012

"Meu País" - bate-papo com diretor André Ristum

Só para constar, no dia 8 de maio fui para um bate-papo com o diretor do filme Meu País, o André Ristum, e crítico de cinema do jornal O Estado de São Paulo, Luiz Carlos Merten na 2001 Vídeo da Sumaré. A 2001 é uma rede de videolocadoras + loja de DVDs, blu-rays e livros sobre filmes - é um lugar dos sonhos para cinéfilos.

Vi em algum lugar que ia ter esse bate-papo e, como gostei do filme, chamei a Yuri para ir comigo e ela topou ir, mesmo não tendo gostado do filme - e, ironicamente, foi ela que ganhou um pôster "autografado" e me deu. Foi meio decepcionante quando abri o pôster e vi que os autógrafos eram digitais - pegaram a assinatura escaneada dos atores (menos da Débora Falabella) e sobrepuseram isso no cartaz do filme. Bah. Sem comentários.


Mas eu gostei do bate-papo (depois deixaram o público fazer perguntas), gosto de ver e ouvir o diretor falando sobre a própria obra, de onde vieram as ideias e como aquilo foi realizado. O André, cujo pai foi assistente do Bernardo Bertolucci (Beleza Roubada, Os Sonhadores, O último imperador), contou que o roteiro passou por uns 16 "tratamentos" (na produção de livros, costumamos chamar isso de "prova") - ou seja, o texto foi modificado 15 vezes até chegar ao roteiro final, e que os atores foram enriquecendo os personagens e acrescentando detalhes durante o processo de gravação.

O Carlos Merten comentou algo engraçado (é um senhor que tem um ótimo humor), disse que quando críticos de cinema veem que tal filme foi feito com atores globais, o julgamento já começa 20% negativo - porque supõe-se que aquele filme foi feito apenas para gerar bilheteria -, mas que não era o caso de Meu País. [Há um certo preconceito contra atores globais, mas admiro os que conseguem transcender as novelinhas... infelizmente eles precisam fazer sempre aqueles papéis Globo de ser porque é isso que o público quer ver, mas imagino que quase todos sejam ótimos atores. A Camila Pitanga, por exemplo, está surpreendente em Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios - recomendo muito o filme e já comprei o livro homônimo em que ele foi baseado, do Marçal Aquino, que vou ler assim que terminar de os que estou lendo.]

Perguntaram como ele conseguiu fazer com que atores consagrados topassem fazer um filme de um diretor desconhecido (Meu País é o primeiro longa do André Ristum), e ele respondeu que eles gostaram do roteiro e aceitaram fazer parte do elenco. O Carlos e o André falaram um pouco sobre a dificuldade de se fazer um filme sem ser comédia no Brasil, sobre inspiração para o filme (foi um pouco baseado na vida pessoal do André, que morou um tempo na Itália com os pais), locação, entre outras coisas que já não lembro, mas foi bem bacana.

Um comentário:

Lúcia . H. disse...

Legal!!! Gosto da Débora e do Rodrigo. Acho que interpretam muito bem. Cauã, "assim-assim".
Ah, a Debora tem a irmã Cintia que também trabalha bem e seu pai, acho que Rogério, também gosto. Ainda bem que não são parentes do Miguel, que acho muito grosso. Dizem que ele é muito inteligente. Será? Pessoas inteligentes não são grossas com as outras. Acho.