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domingo, 26 de agosto de 2012

Elles + A vida de outra mulher

Recentemente vi dois filmes com a sempre bela e elegante Juliette Binoche: Elles e A vida de outra mulher

Em Elles, dirigido pela polonesa Malgoska Szumowska, Binoche interpreta Anne, uma jornalista que está escrevendo uma matéria sobre garotas de programa universitárias para a revista Elle.

Anne (Juliette Binoche)
Para fazer este trabalho, ela entrevista duas garotas que estudam e fazem programa em Paris, a polonesa Alicjia e a francesa Charlotte. O filme mistura cenas de entrevista, cenas da vida pessoal e profissional (programas) das garotas e da vida doméstica/familiar da jornalista.

Alicjia (Joanna Kulig)

Charlotte (Anaïs Demoustier)

Antes de ver o filme, li várias críticas negativas na internet, mas não achei o filme ruim (embora também não seja "oh, que filme!"). Para mim, o ruim foi que algumas perguntas que a Anne fazia para as garotas não pareciam muito convincentes, soavam como se fossem curiosidades de uma dona de casa e não de uma experiente jornalista de uma grande revista feminina. Infelizmente não consigo lembrar de nenhuma dessas perguntas, eu teria de ver o filme novamente, mas eu ficava me perguntando "Será que uma jornalista da Elle perguntaria isso?".
As garotas trabalham bem, são verossímeis. Alicjia é mais "selvagem", tem um jeito mais brusco, talvez pela própria personalidade, talvez porque tenha tido que desenvolver isso para sobreviver em Paris (sem ajuda financeira dos pais). Charlotte é meiga e delicada, do tipo que ninguém desconfiaria que faz programas, e tem um namorado que nem desconfia desses programas, e começou a se prostituir porque era mais fácil que trabalhar horas a fio em uma lanchonete para ganhar muito pouco.

Em meio às entrevistas, Anne começa a avaliar a própria vida: o filho adolescente não a respeita e faz o que bem entende, o filho mais novo, que tem uns 10 anos, é viciado em jogar videogame, o marido é ausente e a cobra pela educação dos filhos. No terço final do filme, ela precisa terminar a matéria e preparar um jantar para o chefe do marido; durante o processo, acaba se queimando e se cortando (talvez porque esteja fazendo aquilo contra a vontade).

O que concluí pelo final é que por mais experiências ricas que tenhamos, por mais que conheçamos pessoas interessantes que nos ampliem, depois precisamos voltar para o nosso mundinho, mesmo que já não caibamos confortavelmente nele.

***

Em A vida de outra mulher, dirigido pela francesa Sylvie Testud, a Juliette Binoche interpreta Marie, uma mulher que, depois de uma noite de amor com o homem de sua vida, acorda quinze anos depois, já casada e com um filho de 5 anos. 



Ela não se lembra de nada a partir dessa noite. E, conversando com o filho (o menino é lindo!), descobre que ela é uma executiva muito rica, que se casou com o homem da vida dela, um quadrinista, mas a relação vai mal, pois acabaram de se divorciar, só que ainda estão dividindo a mesma casa.

A mensagem talvez seja um clichê (ou eu é que não consegui ver além): sempre dá para mudar o presente e o futuro, por mais que a gente tenha falhado e feito várias escolhas ruins no passado (e por isso o presente talvez não faça nenhum sentido), mas é um filme leve e divertido. Entretenimento de boa qualidade.

Um comentário:

Paola Sánchez disse...

Eles dizem que é um bom filme, agora eu verificar este comentário Acho ainda mais interessante. No actulidad estou esperando a estréia de O negocio hbo , uma série que certamente terá a sua terceira temporada em abril, eu gosto dele porque ele representa o prostitucón como uma prática de sucesso e poder no mundo dos negócios.