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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Festa junina e trabalho voluntário


Então, sábado retrasado, eu, a Yuri e a Flávia fomos para a festa junina e ganhei todas essas "prendas" (era assim que se falava quando eu era criança, hoje não sei) nas brincadeiras! O gatinho de pelúcia foi a Yuri que ganhou e me deu, é bem fofinho e mia quando a gente aperta a orelha esquerda dele...

A festa foi em prol da Confraria dos Miados e Latidos, onde a Flávia é voluntária, e, além das brincadeiras, tinha várias comidinhas vegetarianas. Comi uma torta de escarola com ricota muito boa!, depois vou procurar receita na internet e fazer.

Tenho outras amigas que também fazem trabalho voluntário com animais e eu as admiro. Admiro todo mundo que faz trabalho voluntário, na verdade. Agora estou numa fase meio egoísta, estou correndo atrás das minhas coisas, mas assim que a minha vida estiver menos agitada, quero voltar a ser voluntária, porque acredito que sempre tem algo de bom que a gente pode doar e acrescentar na vida de alguém, de pessoas ou animais, e em troca também ganhamos algo muito positivo: experiências humanas!

Já fiz um pouco de trabalho voluntário na ABEUNI (Aliança Beneficente Universitária) e outro pouquinho na AIESEC (Association Internacionale des Étudiants en Sciences Économiques et Commerciales). Conheci a ABEUNI por uma colega de odonto, quando eu estudava odonto, que me chamou para ir para a “Caravana” – viagem para alguma cidade próxima de São Paulo para promover atividades relacionadas a saúde e educação para a comunidade. Foi uma experiência bacana, e tentei continuar participando da Aliança, mas não tive motivação.  Também comecei a frequentar reuniões da AIESEC, uma associação organizada por alunos do ITA, lá em São José dos Campos, que promovia o intercâmbio entre alunos de várias áreas, principalmente de engenharia, também quando estava em odonto, mas logo desisti, porque vim para São Paulo. Outra experiência de que gostei de participar foram as campanhas que a faculdade fazia para promover a saúde bucal, em geral, de crianças.

Essas experiências rápidas (e rasas) com trabalho voluntário me fizeram pensar nos seguintes pontos:

1. É preciso gostar muito do que você faz como voluntário, porque o que move o voluntariado precisa ser essencialmente o amor, a paixão de estar ali;

2. é importante ter afinidade com os outros voluntários que trabalham pela mesma causa que você;

3. é preciso acreditar que o que você faz está causando impacto positivo para alguém, para um grupo de pessoas ou para a sociedade;

4. ver resultados motiva o aprimoramento do trabalho voluntário (não sei se isso é assim com todos, mas eu preciso ver resultados positivos do que estou fazendo, caso contrário, não dá vontade de continuar). 

Por causa do item 4, me desmotivei a continuar na ABEUNI e na AIESEC. Eu não conseguia ver impactos positivos do trabalho. Os voluntários pareciam estar mais preocupados com si próprios do que com promover alguma troca com a sociedade. Talvez seja impressão minha, mas era assim que eu sentia.

Ainda quero muito trabalhar como professora voluntária para alfabetização de jovens e adultos que não puderam ir à escola quando crianças. Apesar de não acreditar em mim como professora (dar aula para ganhar dinheiro, para pagar as contas etc.), me empolgo muito com a ideia de ajudar as pessoas a ler e escrever em seu próprio ritmo, para que possam descobrir o mundo por si mesmas e ajudar outras pessoas e animais. Me empolga porque, teoricamente, seria um trabalho multiplicador e eu veria os resultados. Imagino que a sensação de ajudar alguém a ler e entender o que está lendo deve ser igual à do artista que termina uma obra-prima. Pessoas são obras-primas, só precisamos ser um pouco lapidadas.

2 comentários:

Lúcia H. disse...

Adorei saber que vc tem esse espírito voluntário. Realmente, a gente sempre pode ajudar alguém ou algum animalzinho. E, às vezes, mesmo um gesto muito pequeno ou que não leva muito tempo pode fazer uma diferença. Uma vez ouvi que um catador de reciclável, o Bento, ficava chateado porque as pessoas passavam por ele como se ele fosse invisível. Então, até um simples "Bom-dia" que a gente diga pode melhorar mesmo o dia de alguém.
Tenho procurado prestar mais atenção e cumprimento o motorista do ônibus, cobrador, cenourinhas, outras pessoas que nem conheço com quem cruzo pela calçada onde estou caminhando. Acho que faz bem pra gente e pro outro. Sempre tem um ou outro sisudo que não responde, mas é minoria e também isso é engraçado. Legal saber que sua amiga ajuda os animais. Aqui tenho a minha amiga Lia e a amiga Marilu. Tiro o chapéu para essas duas protetoras de animais. É isso. Bjs.

aline naomi disse...

Sim, tia, tenho um "espírito voluntário"! Agora não dá para fazer nada com que eu possa me comprometer, mas mais pra frente quero fazer algo de útil para as pessoas.