Pages

terça-feira, 27 de novembro de 2012

30ª Bienal de Artes de São Paulo - parte 2



No domingo (ontem), eu e a Yuri voltamos para a Bienal para terminar de ver o segundo e terceiro andares que não conseguimos ver da outra vez. Em geral, não dá para ver tudo em um só dia, então é preciso se programar para visitar a exposição mais de uma vez. Vale a pena conferir. A Bienal fica em cartaz até dia 09/12/2012.


Começamos pelo terceiro andar, que no fim das contas julgamos o mais fraco de todos, e depois nos animamos no segundo.


Algumas das obras que vimos:







 



Nessa obra, o artista envolveu frutas e legumes em argila e a vida dela estourou esse invólucro depois...






Havia três ou quatro "prédios" desse tipo e era possível entrar. Muito legal!





Self-portrait













Aqui os trens eram ligados e tinham varetas de metal nas laterais. Conforme passavam pelas garrafas, copos e recipientes, emitiam um som (de metal batendo ou passando pelo vidro).Eu gostei! :)





Só metade dessa obra é de verdade. A outra metade é ilusão, reflexo no espelho.


Além disso, tinha milhares de fotos de rostos (não tive paciência para ver). E um projeto muito legal em que o artista fotografou pessoas em várias cidades grandes do mundo e depois organizou por padrões (mulheres vestindo blusa rosa, homens de camisa xadrez, crianças de sári, homens com camiseta de estampa bandas etc. etc.). Tinha umas fotos tiradas em São Paulo também, no centro e na Avenida Paulista.

No segundo andar, para minha alegria e surpresa, havia várias obras do (Arthur) Bispo do Rosário, cuja obra conheci através de uma música da Marisa Monte [pesquisando sobre o Profeta Gentileza, tema da música, cheguei ao Bispo do Rosário, acho que porque em algum site falavam sobre os dois].

Esse é o perfil dele no site da Bienal:

Arthur Bispo do Rosário

1909 (1911), Japaratuba, Brasil - 1989, Rio de Janeiro, Brasil
​Arthur Bispo do Rosário viveu por meio século recluso em um hospital psiquiátrico. Transitando entre a realidade e o delírio, acreditava estar encarregado de uma missão divina e utilizava materiais dispensados no hospital para produzir peças que mapeavam sua realidade. Valendo-se da palavra como elemento pulsante, manipulou signos e brincou com a construção e desconstrução de discursos para criar bordados, assemblages, estandartes e objetos que seriam, posteriormente, consagrados como obras referenciais da arte contemporânea brasileira.






E este é o clipe da música "Gentileza", da Marisa Monte:


"Nós que passamos apressados
Pelas ruas da cidade
Merecemos ler as letras
E as palavras de Gentileza"

Nenhum comentário: