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sábado, 10 de novembro de 2012

Encontro Tradutores Lindos - 10 anos

Foto do convite de formatura. Minha turma de Tradução. Ibilce/Unesp, fim de 2002.
Custa a acreditar, mas já se passaram dez anos desde que me formei em Tradução pela Unesp de São José do Rio Preto. Esses éramos nós às portas da formatura.

No último feriado de Finados, 2 de novembro, a Kazinha (Érica Rovai) organizou um reencontro da turma em uma chácara em São José do Rio Preto, então viajei até lá (mais ou menos seis horas de ônibus a partir de São Paulo! De São José dos Campos eram sete horas, por isso eu voltava pouco para a casa dos meus pais). Eu estava ansiosa porque não encontrava pessoalmente alguns amigos desde a formatura, a Andreza, por exemplo - com quem eu mais convivia e fazia a maioria dos trabalhos em dupla ou em grupo. Alguns amigos não puderam ir, mas talvez no ano que vem eles possam. Torço para encontrá-los no próximo reencontro.

Como convivemos por bastante tempo intra e extra-classe - tínhamos aula em período integral (das 8h às 12 ou 12h30 e das 14h às 16h ou 16h30 ou 18h, dependendo do dia) e alguns moravam na mesma república - por quatro anos, foi impossível não desenvolver laços com os "tradutores lindos", como nos autodenominamos. O nosso grupo no Yahoo foi criado com esse nome. De toda a minha vida escolar, a turma que mais me marcou foi essa. A turma era bem heterogênea, mas  compartilhávamos e compartilhamos o gosto por aprender idiomas - ainda que a maioria, depois, não fosse seguir carreira como tradutor. Da nossa sala de 32 alunos, que eu saiba, apenas cinco estamos trabalhando com tradução e revisão: a Carol, o Iulo, a Aline Storto, o Marcelo e eu. O Marcelo não está na foto porque entrou conosco, mas se formou um ou dois anos depois. Ele e a Mila, esposa dele, que também era da nossa sala.

Embora cada um tenha seguido um caminho diferente, todos estão bem e com saúde. Fiquei muito feliz de vê-los assim. Alguns se casaram e tiveram filhos, outros só se casaram, alguns estão seguindo carreira acadêmica e dão aula em universidades, outros fizeram outra faculdade, alguns são professores particulares de idiomas. Como constato sempore, existem vários caminhos e existem as escolhas.

É difícil dizer o quanto todos me acrescentaram, mas tenho certeza de que tem um pouco de cada um desses amigos em mim, no meu jeito de ser e de pensar. Por isso foram importantes, por isso são tão importantes para mim.

Quando me formei, senti um alívio, pois não aguentava mais ficar naquela cidade quente dos infernos e quase sem atrativos culturais e queria começar a trabalhar, mas também senti um tipo de tristeza ao me dar conta de que eu não veria mais essas pessoas tão significantes para mim todos os dias. Chorei muito na despedida no baile de formatura, chorei ao abraçar a Andreza, chorei ao abraçar outros amigos, fui embora da festa chorando no táxi e fui dormir chorando no hotel. Na manhã seguinte, me despedi da Sol Ayako, com quem eu tinha morado por três anos (na república morávamos eu, a Sol, a Aline Storto, que também era da minha sala, e a Silvana, que era da Matemática), e do namorado dela na época. Chorei mais, chorei tudo, porque o fato de não saber quando poderei rever pessoas importantes sempre me dá um vazio. Se dependesse de mim, obrigaria todo mundo a vir morar em São Paulo! Assim nos veríamos com um pouco mais de frequência. :)

Termino deixando essa dica: na possibilidade de irem estudar em outra cidade, estado ou país, vão. Além do crescimento acadêmico, o crescimento pessoal é infinito.

Parte da turma e agregados dez anos depois da formatura! Rio Preto, nov. 2012

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