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terça-feira, 16 de abril de 2013

O tempo e os dias

A semana passada para mim foi um terror. Normalmente não falo de coisas ruins, porque não vale a pena, mas preciso dizer que fazia muito tempo que eu não vivenciava uma semana tão... filha da puta (não consegui definição melhor).

Primeiro, os livros em andamento na editora começaram a dar problema de vários tipos e tamanhos. Alguns autores pareciam querer sugar toda minha energia e paciência, mas me mantive sóbria. Depois, um lote de papel que comprei para enviar para a gráfica imprimir um livro que estava com estoque zerado deu problema - e, detalhe: havia muita urgência para que ele fosse impresso logo porque as livrarias/os clientes queriam comprar e não tinham como. Recebi um e-mail da gráfica pedindo para eu tomar as providências cabíveis. Daí, aquele pensamento estimulante: "Se vira, filha". Então fui lá tentar ver se o fornecedor de papel poderia enviar um técnico para avaliar o estrago. Resultado: pouco mais de uma tonelada de papel precisaria ser trocada. E, nisso, a produção (impressão) do livro teve que parar. Atrasos. Só porque havia urgência. Mas depois tudo foi resolvido. Entregaram uma parte dos livros parar suprir a demanda imediata. Por último, para fechar a semana com chave de ouro, a válvula (bomba?, não sei como se chama) do vaso sanitário da editora deu problema e, quando fui dar a descarga, o banheiro inundou. Tem semanas que não deveriam existir, como a semana passada, por exemplo.

Essa semana está melhor, apesar da prova de ontem (espero notícias ruins nos próximos dias...). Pelo menos na editora as coisas estão caminhando e estou conseguindo tocar os trabalhos free-lance também. E, no sábado, depois de faltar várias vezes, pretendo ir pra aula de tcheco. E fazer uma receita tcheca para combinar com um livro de literatura tcheca meio xarope que acabei de ler (Amor e lixo, do Ivan Klíma).

***

Mas, na verdade mesmo, esse post não era para eu falar sobre nada disso (acima). Era só para comentar que, com o passar dos dias, vou aprendendo coisas "óbvias", mas muito importantes e necessárias. Crescer é engraçado. Os últimos aprendizados foram:

1. Às vezes, abrir mão do que a gente quer em prol do que alguém de quem a gente gosta quer, porque nem tudo pode ser conciliável, também é sinônimo de liberdade.

2. Na vida pessoal, ser chato pode afastar as pessoas de você e fazer com que você perca algumas chances de ser mais feliz (considerando que a vida vale muito mais a pena quando compartilhada com pessoas bacanas), mas é possível viver mesmo assim. Levar a chatice para a vida profissional pode significar chutar sua carreira, seus planos e sonhos para um abismo sem volta. Há algum tempo tenho acompanhado as atitudes de alguém extremamente chato e que só tem acumulado impressões negativas. Por um tempo, achei que fosse só impressão minha, mas depois de outra pessoa comentar, meio que brincando, mas falando sério: "Se Fulano for lá de novo, vou precisar acrescentar um adicional de insalubridade no orçamento". Sendo assim, aprendo pelo exemplo contrário o que nunca devo fazer. Sendo profissional & uma pessoa legal, só se tem a ganhar. Conclusão óbvia. Mas nem tanto para algumas pessoas.

Um comentário:

Yasmin disse...

Caraaaaca! Espero que esteja melhorA, que semana do cão hein?! Imagino a mini inundação no banheiro, NINGUÉM merece! :-/
Se benze! XD

Saudades!