Pages

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Um domingo qualquer

Hoje é um domingo típico.

Voltei da feira agora pouco. Precisei tomar uma ducha fria, porque o sol está demais e estava suando horrores. Verão é a pior época para mim. Minha pressão baixa, fico letárgica, um pouco depressiva e tenho vontade de tomar uns cinco banhos de água fria por dia.

Quanto à feira, hoje fui mais cedo, umas 10h (costumo ir umas 11h, porque acordo mais tarde aos domingos ou porque fico enrolando ou porque estou trabalhando). Gostei de ter ido um pouco mais cedo, porque a feira estava bem menos tumultuada. Todos querem comprar coisas mais baratas por volta do meio-dia. Cheguei à conclusão de que vale a pena me programar para ir mais cedo, pagar um pouco mais (até porque os legumes, verduras e frutas são melhores) e me estressar um pouco menos. Ir à feira é um prazer estressante. Os feirantes gritando e a multidão que passa se esbarrando em mim (ou eu nela) me estressam, mas poder escolher e comprar produtos frescos e bons é bastante prazeroso.

Antes de ir à feira, passei em uma loja que vende produtos orientais. Comprei macarrão, kamaboko (massa de peixe processada), katsuo (peixe seco ralado), tikuá (um outro tipo de massa de peixe) e nori (folha de algas, aquilo que vai ao redor do sushi). Hoje vou fazer somen (macarrão gelado).


É um "presente" que vou me dar. Às vezes me dá vontade de comer comidas que minha mãe fazia/faz; e como ela não está perto para eu poder pedir (se eu pedisse, tenho certeza de que ela faria - mas não sou pidona, mesmo quando eu morava com os meus pais, eu só pedia alguma coisa às vezes), preciso me virar e ir aprendendo - com a ajuda do mestre Google, claro. Aos poucos vou incorporando o ato de cozinhar ao meu dia a dia. 

Terminei de ler O som da montanha, do Kawabata (de quem sou fã, muito fã) e pretendo escrever sobre a obra e incluir a receita de somen no meu outro blogue. Detalhe que ainda estou escrevendo um post sobre Precisamos falar sobre o Kevin e ainda não terminei (com esse outro post vai uma receita de lamahjoon, um tipo de pizza armênia - a mãe do protagonista era de origem armênia).

Um hábito bom: há algumas semanas, comecei a me disciplinar mais em relação às compras domésticas. Eu comprava muitas coisas na feira e várias acabavam estragando porque eu não dava conta de cozinhar tudo durante a semana (considerando que acordo 5h45 e chego umas 19h e às vezes tenho preguiça de cozinhar ou preciso trabalhar em outros projetos em casa). Então, agora me programo antes. Acho que as donas de casa devem fazer isso mentalmente, de tão habituadas que devem estar, mas, como ainda estou engatinhando no quesito "organização doméstica", faço um "cardápio semanal" na agenda, colocando o que vou fazer no jantar durante a semana - em geral, pratos muito simples, rápidos e pretensamente saudáveis, à base de vegetais. Com base nesse cardápio, faço uma lista para lembrar de comprar tudo na feira.

Fica mais ou menos assim:


Esses pratos são intercambiáveis. Posso preparar um prato programado para quarta na segunda, ou fazer um prato que programei para quinta na terça, por exemplo. No fim, a programação dá certo, porque o objetivo é usar tudo que comprei na feira durante a semana.

Então, com base no cardápio da próxima semana, hoje comprei abobrinha, goiaba, brócolis, cenoura, laranja, alface americana, tomate-cereja, maracujá (ainda não estou acreditando, mas paguei R$ 9 por 4 maracujás!, confesso que estou um pouco viciada em suco de maracujá...), inhame, limão, manga, abacate e cebola. Além de gengibre e cebolinha para o somen de hoje.

Deixo os pratos mais elaborados (leia-se que demoram mais para ser feitos) para os fins de semana. Ontem fiz frango xadrez - demorei duas horas para preparar... sendo uma hora apenas para desossar e tirar a pele das sobrecoxas. Talvez daqui um tempo eu consiga agilizar mais, fazer esses pratos elaborados em menos tempo, mas, por enquanto, resolvi parte da minha vida doméstica assim. E o engraçado é que não tenho tido muita vontade de comer em restaurantes. Além da preguiça de sair de casa no calor, fico achando que não vale a pena pagar tão caro por umas comidas que nem são tão boas assim. Não sei se isso é efeito de uma certa autoconsciência (misturada com uma certa "arrogância") que vai surgindo quando a gente começa a cozinhar e acha que consegue fazer uma comida bem melhor, com ingredientes melhores, do que o que servem nos restaurantes...

Na programação de hoje, ainda, estão incluídos trabalhos de tradução, revisão, terminar de ver os últimos 15 minutos de um filme bobinho chamado "Um homem de família", porque dormi ontem antes de ver o fim, terminar de ler a HQ V de Vingança (vi apenas uma parte do filme, mas o diretor foi bem fiel à HQ - me interessei por essa história por causa das pessoas que usavam/usam a máscara do V nas manifestações, em alusão ao próprio V e também ao grupo "Anonymous", acho).

Nenhum comentário: