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sábado, 12 de abril de 2014

A história de uma gata


Essa é a gata da história. Não sabemos seu nome. Pela cor dos olhos, vamos chamá-la de Blue Jasmine.

Há mais ou menos um mês, meu ditian (avô) começou a ter alguns problemas de saúde e precisou ser internado. Minha batian (avó), meus pais e tios ficaram meio atarefados por conta disso, e a casa dos meus avós ficou meio vazia e abandonada nesse tempo. Um certo dia, quando minha batian entrou no quarto dos fundos, seu antigo quarto de costura, que ela deixa aberto provavelmente para ficar menos abafado, talvez para pegar ou guardar algo, viu que, dentro de sua caixa de retalhos havia bem mais que retalhos...

30/03/2014

Havia a Blue Jasmine e mais seis filhotes. Seis


Um dos filhotes é amarelinho (eu o batizei de Chatran, por causa daquele filme japonês dos anos 80 que muitas crianças devem ter visto na Sessão da Tarde - um filme adorável), outro é preto com o focinho branco, entre outras manchas brancas, outro é cinza tigrado com manchas amarelas (tem uma orelha amarela também), dois são bem parecidos: tigrados claros e o sexto é tigrado escuro.


Meus avós acham que a gata, na verdade, não deu cria lá no quarto de costura, dentro da caixa de retalhos, mas que levou os filhotes, um a um, para lá, por achar que era um lugar seguro. Não havia sujeira nem marcas de sangue. Minha batian comentou: "Imagina o trabalho, coitada da gata!". Pois é.


Minha tia comentou que a gata deve ser muito esperta, porque analisou o terreno antes de escolher ficar por ali. Viu que a casa não tinha cachorro, que o ambiente era seguro, e a caixa de retalhos era bem confortável. Todos os tipos de mães devem ter um certo tipo de instinto materno e talvez um sexto sentido que as permite fazer escolhas melhores.

O caso é que minha batian obviamente não poderia colocar a Blue Jasmine e os filhotes na caixa e deixá-la na calçada ou largar em outro lugar qualquer. Muitas pessoas fazem isso, e até coisas muito piores com seus próprios animais de estimação, mas não vamos nos ater a isso, senão a gente chora e fica cada vez mais desesperançado em relação à humanidade.

Esse gatinho tigrado pode ser o Spidercat

Minha tia comprou ração para a gata e, há algum tempo, também uma ração para os filhotes. Há duas semanas, os gatinhos mamavam, agora já se alimentam de ração. Li na internet que não é bom dar leite para os filhotes, o melhor mesmo é ração. E todos continuam vivendo felizes lá no quarto de costura bagunçado da minha batian.


Hoje, depois de duas semanas, eu os vi novamente. Estão mais crescidinhos, mais arteiros e interativos.

12/04/2014

Minha batian disse que agora eles sobem em uma caixa de papelão sozinhos e dormem ali. Continuam muito bonitinhos.

Se eu pudesse escolher um, ficaria com o Chatran. Se eu não passasse umas 14 horas fora de casa todos os dias, talvez pudesse adotar um gato ou qualquer outro ser vivente que precisasse de cuidados. Mas, por enquanto, abro mão dessa responsabilidade.

O futuro da mãe e seus filhotes ainda é incerto. A única certeza é a de que eles não ficarão na casa dos meus avós. Precisam de novos lares. Minha tia disse que gatas entram no cio de três em três meses e será necessário castrar essa gata. Os pequenos precisarão ser vermifugados.

Se algum gateiro tiver interesse, é só deixar um recado. As fofuras estão todas em São José dos Campos.

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