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segunda-feira, 16 de junho de 2014

"Praia de paulistano é restaurante"

"Praia de paulistano é restaurante." Quem me disse isso há algum tempo foi o editor com quem trabalho.

Ele também é chegado em uma comidinha boa. Comida boa; não necessariamente cara nem esnobe.

Fiquei pensando nisso e gostaria de esclarecer uma coisa neste post curtinho para quem não mora nem nunca morou em São Paulo (a cidade). É que talvez pareça bastante esnobe ou "hype" ou sei lá o quê o fato de gostarmos de experimentar restaurantes novos e culinárias diversificadas. Sim, várias pessoas que são daqui e/ou moram aqui gostam de fazer isso; é meio que um hábito. 

Talvez por não termos praia (como no Rio, por exemplo, que é um lugar lindo), desenvolvemos essas "válvulas de escape": alguns vão ao shopping (eu não tenho paciência, principalmente nos fins de semana), outros vão a eventos culturais [exposições, cinema, teatro, shows etc.] e outros vão a restaurantes/ experimentam restaurantes diferentes - ou fazem tudo isso como forma de entretenimento e lazer. Ah, sim, claro, há também os que adoram os parques e atividades ao ar livre, mas não é a mesma coisa que morar numa cidade litorânea, acho.

Por outro lado, o fato de estarmos concentrados em uma cidade "de concreto" também fez e faz com que os serviços precisem ser aprimorados e diversificados - o que é bom.

Recentemente comprei o Guia da culinária ogra, do jornalista André Barcinski, e lá tem muitas dicas de "culinária ogra" (comida boa, razoavalmente barata e em porções bemmm servidas, segundo o autor).


Já circulei os lugares aonde eu quero ir. Alguns eu já conheço (como o Sujinho e o Rong He). E acho que faltou o Osnir.
Recentemente voltei ao Rong He, que é um restaurante chinês, que serve porções OGRAS e tem como atração um chef que prepara o macarrão na hora, só com as mãos.


Gravei até um vídeo que coloquei no YouTube, porque é realmente impressionante:


Estava falando de uma coisa e depois comecei a falar de comida. Foco, foco. Então, para concluir o post, acho que se tivéssemos praia, o ponto de encontro e socialização da galera seria a praia. Sentaríamos em um quiosque qualquer, pediríamos um churrasquinho, uma água de coco, uma cerveja, porções de fritas ou camarão e comidinhas do tipo e tudo estaria mais que perfeito. Mas como não temos, acabamos inventando essas necessidades até certo ponto "inúteis", mas que nos dão grande prazer.


Bacio di Latte - o melhor sorvete do mundo!


Quem me apresentou esta gelateria foi a May. É uma perdição. É o melhor sorvete que já provei na vida.


A Bacio di Latte foi fundada pelo italiano Edoardo Tonolli e pelo escocês Nick Johnston em janeiro de 2011. Edoardo trabalhava com finanças em Milão e, depois de passar seis meses no Brasil e retornar para a Itália (que acabara de entrar em crise), começou a pensar em concretizar o plano de abrir um negócio no ramo alimentício com o irmão - devido à crise, acreditava que abrir um negócio no Brasil era o caminho. Nick já morava em São Paulo e estava em busca de um negócio em que pudesse investir; ele encontrou o irmão de Tonolli (não sei se por um desses acasos do destino) na Suíça, que lhe contou sobre os planos do negócio.

 Edoardo Tonolli e Nick Johnston. Foto tirada daqui.

Pelo que li na revista Exame de 2012 e no site da marca, tudo foi bem planejado. Edoardo foi treinado por um mestre sorveteiro, e depois ele e Nick viajaram pela Itália em busca das melhores receitas e matérias-primas.

Acho que o segredo está na qualidade do sorvete mesmo. O sorvete de caqui tem gosto de caqui, o de banana tem gosto de banana, o de morango parece morango congelado, o de doce de leite... hmmm. O de pistache tem gosto de pistache mesmo, é incrível. Não é igual ao sorvete verde quase fluorescente da Kibon, que tem gosto de algo que lembra vagamente pistache, mas com predomínio de gosto de chiclete ou algo assim.

Hoje, pelo que consta no site, a marca tem nove lojas (Bela Cintra; Oscar Freire; Moema; Shopping JK Iguatemi; Shopping Morumbi; Vila Madalena; Shopping Ibirapuera; Shopping Pátio Higienópolis/Piso Pacaembu; Aeroporto Internacional de Guarulhos) e dois "carrinhos" (Shopping JK Iguatemi - 1º andar; Shopping Pátio Paulista - Piso Paraíso). Essas são algumas fotos da loja de Moema, onde fui hoje:



Bancos em forma de leiteiras:



Eram umas 20h30, e estava acho que uns 17ºC e a loja estava cheia. Fico imaginando como deve ser o movimento no verão...

Hoje fui de menta com chocolate, doce de leite e pistache:


Esse é o copo grande e custa R$ 13. Há o pequeno (R$ 9) e o médio (R$ 11). Independente do tamanho do copo, é possível escolher até três sabores.

Vale a pena visitar o site da Bacio di Latte e mais ainda provar pelo menos uma vez na vida esse sorvete dos céus!

K'pop Chicken

Já faz um tempo que eu queria ter postado sobre um restaurante coreano chamado K'pop Chicken


Se não me engano, foi aberto recentemente (começo de 2014) e, para quem gosta de frango, é uma ótima opção.


Essa escada dá para o salão de jogos, um ambiente bem legal:



No sábado, depois de passar no cinema, fui até lá e fiz um pedido para viagem (meia porção de coxas e sobrecoxas desossadas com direito a dois molhos + meia porção de "sweet and chilli", coxas e sobrecoxas desossadas com um molho adocicado e levemente apimentado, uma delícia). E meus molhos preferidos são maionese alho e óleo e barbecue.

Enquanto esperava o pedido ficar pronto, fiquei tirando umas fotos com o celular...

Esses "finger naps" são engraçados: são umas "luvinhas" para o dedo indicador e o polegar, para pegar e comer o franco sem sujar as mãos/os dedos.


Meu pedido:



Aí embaixo estão faltando dois pedaços que eu DEVOREI...



Em março, a Yuri comprou uma porção inteira de "boneless" (como chamam a porção de coxas e sobrecoxas desossadas), que vem com 8 pedaços e três tipos de molho a escolha, e o pedido veio em uma caixa mais elaborada:




De qualquer forma, os pedidos continuam vindo bem servidos e bem gostosos também. Vale a pena provar.

O quê? K'Pop Chicken, restaurante em estilo coreano
Onde? Rua Loefgreen 1278 - Vila Clementino - São Paulo-SP (rua ao lado do shopping Metrô Santa Cruz) - Tel.: (11) 2359-5937
Horários de funcionamento:
Segunda-feira das 11:30 às 15:30
De terça a sábado das 11:30 às 22:00
Domingos das 11:30 às 17:00
Quanto? Varia de acordo com o pedido; em geral, as porções inteiras dão para duas pessoas e custam entre R$ 40 e R$ 50
Site oficial: http://kpopchicken.com.br/ (No site tem o cardápio com fotos *.*)

Exposição Yayoi Kusama no Instituto Tomie Ohtake

Hoje eu e a Yuri fomos ver a exposição da artista Yayoi Kusama no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo.

A Yayoi Kusama é famosa por ser "obcecada" por bolinhas, principalmente vermelhas. Ela nasceu na cidade de Matsumoto, no Japão, em 1929, mudou-se para Nova York em 1957 e depois voltou para o Japão em 1973. Uma curiosidade (?): desde 1977 vive voluntariamente em uma instituição psiquiátrica.

Havia fila para entrar e, depois, outras filas para visitar as salas em que as obras/instalações se encontravam, mas vale a pena conferir.


A exposição "Obsessão infinita" já passou por Buenos Aires, pelos CCBBs do Rio de Janeiro e de Brasília, agora (até 27 de julho) fica em São Paulo, e depois segue para a Cidade do México.


A exposição, com a curadoria de Philip Larratt-Smith e Frances Morris, reúne obras realizadas entre 1950 e 2013, incluindo pinturas, trabalhos sobre papel, esculturas, performances, vídeos e instalações.


Em uma das salas do primeiro andar, havia documentos, cartas e esboços protegidos por vidro, vídeos e uma instalação com "algas" brancas com bolinhas vermelhas cercada por espelhos, onde as pessoas tinham 20 segundos para tirar fotos.






Enquanto estávamos na fila, dava para ver a fila para entrar em uma das salas do térreo também:


Estava tendo uma exposição de fotos da Copa ou algo assim, por isso é possível ver algumas delas ali embaixo.

Na segunda sala do primeiro andar, havia uma sala com objetos do dia a dia (sofá, estantes, roupas, mesa, cadeiras, talheres, espelhos, quadros) com bolinhas. Como havia luz negra incidindo nos objetos, as bolinhas pareciam ser fluorescentes. Muito legal!











Depois, seguindo por um corredor, havia pinturas:







Nas fotos acima, tentei evitar fotografar pessoas junto com as obras, mas, só para constar, a sala estava cheia de gente olhando, passando, tirando fotos. Como não havia guardas nem faixas nessa sala, crianças pequenas se encostavam ou colocavam a mão nas pinturas e os pais não falavam nada. Socorro.

Depois disso, seguimos para a Sala de espelhos infinitos, onde milhares de luzinhas brilhavam e as cores variavam.




Essa foto me lembrou um quadro do Van Gogh ("Starry Night Over the Rhone", de 1888):





"Artistas não costumam expressar seus próprios complexos psicológicos diretamente, mas eu adoto meus complexos e medos como temas. Fico aterrorizada só de pensar que algo longo e feio como um falo me penetre, e é por esse motivo que construo tantos falos. ... Eu  construo muitos e muitos deles e então continuo construindo, até que me enterro no processo. A isto dou o nome de 'obliteração'."
Yayoi Kusama

Espetáculo de mil boates (1963). Foto tirada daqui.

Depois, no térreo, entramos em uma sala com bolas rosa com bolinhas pretas.






Por fim, em outra sala no térreo, havia uma sala em que o segurança distribuía cartelas com adesivos em forma de bolinhas coloridas para que pudéssemos colar nas paredes, móveis e objetos lá dentro... *.*





As pessoas altas conseguiam colar no teto! *.*






No térreo também vimos algumas roupas desenhadas pela Kusama:



O quê? Exposição Yayoi Kusama - Obsessão Infinita
Onde? Instituto Tomie Ohtake (Av. Faria Lima, 201 / Entrada pela Rua Coropés - Pinheiros - São Paulo - SP - Tel. 2245-1900)
Quando? De 22 de maio a 27 de julho de 2014. Terça a domingo, das 11h às 20h.
Quanto? Grátis