Pages

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Estou de volta

Estou de volta pro meu aconchego
Trazendo na mala bastante saudade
Querendo 
Um sorriso sincero, um abraço,
Para aliviar meu cansaço

Mais de meio ano sem postar. Mas quero voltar, sempre quis.

A verdade é que tenho levado 2015 em banho-maria. Tinha muitos planos para este ano no fim do ano passado (voltar pras aulas de tcheco, pras aulas de japonês, começar um curso de design gráfico, esboçar um romance, manter as caminhadas para perder vários quilos extras), mas hoje minha única ambição é terminar o MBA que comecei em 2012. Só. 

Entre meu último post e este aconteceram muitas coisas, aprendi muitas coisas, ri, chorei, me angustiei, vivi. E hoje me sinto mais velha. Engraçado que nunca tinha me sentido assim, mas agora me sinto menos ingênua, mais desconfiada e também mais cínica - porque, imagino, é isso que algumas experiências nos trazem. 

No fim do ano passado viajei para o sul de carro, vi uma exposição linda do Sebastião Salgado no "museu do olho" em Curitiba, acampei pela primeira vez na vida em Laguna, em SC, estive novamente em Porto Alegre, que eu adoro, comi comidas deliciosas no interior do RS; fui para Ubatuba no Carnaval - e foi tão bom rever aquele mar!; depois, em abril, fui para Portugal e para a Itália (gostei mais de Lisboa do que imaginava, e menos de Roma do que imaginava também), descobri que existe e fui conferir uma "estrada do vinho", em São Roque, interior paulista (fica a mais ou menos duas horas de São Paulo). Depois vou contando aos poucos sobre tudo isso e mostrando algumas fotos. Durante essas viagens consolidei meu gosto por tirar fotos de estranhos em lugares públicos - que para mim é mais interessante e faz mais sentido que tirar selfies, embora eu tenha tirado umas poucas selfies também, talvez para comprovar que realmente estive na Europa - coisa mais cafona, eu sei.

Trabalhei bastante (haja dinheiro para a viajar para a Europa com a cotação do Euro do jeito que está...), continuei vendo muitos filmes, lendo livros. Aliás, depois quero comentar sobre vários deles aqui. Escrevi no diário em papel, escrevi em um blog com pseudônimo que criei para falar de coisas que não posso escrever publicamente assinando como eu mesma. Descobri que escrever sob pseudônimo pode ser libertador. Um conto que inscrevi num concurso literário em 2012 (!) foi selecionado para compor a antologia desse concurso e isso me fez querer tentar entrar na oficina literária do Assis Brasil em Porto Alegre (vontade antiga, mas até então distante... refleti e concluí que, se eu me planejar, consigo passar um ano meio sabático me dedicando a isso). Encontrei meus amigos e a minha família menos do que eu gostaria. Minha prima mais próxima se casou e eu não fui ao casamento porque estava traduzindo um livro. Meu irmão se casou e eu não fui ao casamento porque estava em Lisboa. Ainda tenho vários e-mails não respondidos... talvez eu devesse surpreender os amigos e enviar mensagens de voz ou uma carta manuscrita... :) É que para alguns eu quero e preciso contar tantas coisas e ficar na frente do computador em horário de lazer tem se tornado cada vez mais árduo... queria que vários desses amigos tivessem ido comigo principalmente para Lisboa. Certeza que vários amigos iam gostar de Lisboa. 

Quando eu era adolescente, achava que quando eu tivesse mais ou menos a idade que tenho agora (34 anos), teria respostas para uma porção de coisas. Mas não. E isso não me aterroriza mais. Já não me importo se eu nunca encontrar essas respostas. O jeito é ir fazendo escolhas, as melhores que eu conseguir no momento, me perdoar se no futuro essas escolhas se mostrarem ruins ou péssimas, e ir vivendo. Tenho algumas certezas hoje que talvez se diluam daqui um tempo, mas, por enquanto, preciso delas para seguir em frente.

Bora viver mais um pouco.

4 comentários:

Karen disse...

Oi!

Estava curiosa para saber sobre a sua viagem à Europa. Pelo visto, é batata, todos gostam de Portugal. Um dia ainda passo por Lisboa e subo até o Porto...

Fui a Bento Gonçalves outra vez no mês passado e descobri que gosto muito do sul.

Os trinta e poucos trazem mais serenidade e menos angústias inúteis. Acho.

Bom trabalho e energia para o resto do ano, abraço!

aline naomi disse...

Oi, Karen!!

Ahhh... eu gostei muito de Lisboa, quero voltar num futuro não tão distante (e dar uma esticada até Cascais, que uns amigos recomendaram mas não consegui ir... e depois visitar algumas cidades do interior - que devem ser ainda mais peculiares que Lisboa). Talvez por falar português, as pessoas me trataram bem, foram simpáticas, e me senti muito em casa. Vou escrever sobre minha viagem pra lá em breve. Ah, Lisboa, que saudade!

No fim do ano passado fui para a Casa Valduga, em Bento Gonçalves, onde comi muito bem! :) Depois fui para Garibaldi e passei a virada em Gramado (cidade pela qual tenho uma certa aversão, pela artificialidade de tudo, mas a comida é muito boa por lá... fondue na pedra... hmmm).

Abraços! ;)

amandasteffen disse...

Pois é, passei por um período meio punk de crise no qual estava frustrada comigo mesma por não ter descoberto as respostas para tudo na vida. Depois percebi que é bobagem, e que a jornada é muito mais bacana quando não se sabe o que vai acontecer lá pra frente. Até porque nunca sabemos, né? hehe
Beijos :***********

aline naomi disse...

Mandy!!
Que surpresa!
Vi que você voltou a postar. Vou acompanhar, gosto muito dos seus posts. Eu tinha tirado seu blog da minha lista porque da última vez que fui entrar, seu blog não existia mais (!). Pensei que era uma pena você ter deletado, mas entendi que devia estar em outro momento da vida, talvez mais "maduro" e não queria mais escrever publicamente. Mas fiquei feliz de saber que voltou (eu sempre gosto quando amigos escrevem blogs... na verdade, acho que todo mundo deveria ter um :).
Sobre seu comentário, acho que é a idade! Haha Com o passar do tempo a gente vai meio que caindo na real de que algumas coisas não têm respostas ou pelo menos respostas definitivas e que isso não é tão importante. Não é importante ter respostas certas e nem saber tudo e nem ter certeza absoluta de que se está fazendo a melhor escolha. A gente nunca vai saber, como você disse, então eu meio que desencanei! :)
Beijos!! E poste sempre!! ;-***