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quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Notívaga



São cinco da manhã e já/ainda estou acordada. Trabalho, trabalho. E daqui a pouco, banho para dar um  ânimo.

Gosto dessas horas silenciosas em que a maioria das pessoas está dormindo e a cidade parece morta, é uma das melhores horas para deixar o pensamento fluir e, quem sabe, ter uma epifania ou uma catarse.

Gostaria de não precisar acordar tão cedo. Ou melhor, gostaria de acordar cedo para fazer uma caminhada matinal antes ou depois de um café da manhã gostoso e desapressado e depois trabalhar. Ando meio cansada da correria, da vida passando diante dos meus olhos e através de mim e eu apenas seguindo o fluxo. Às vezes algumas coisas não têm feito muito sentido, mas prossigo na caminhada, na expectativa de que algum dia, no futuro, tudo se encaixe, como num grande quebra-cabeça [que imagem mais clichê!].

Gostaria de compartilhar ideias sobre vários filmes que vi, sobre livros que li nas últimas semanas, sobre algumas experiências de trabalho e de vida, sobre comida, pensamentos aleatórios, queria escrever uns contos [pela minha planilha, há uns dez concursos literários dos quais gostaria de participar; aliás, mais um conto meu foi selecionado para uma antologia, um concurso lá do Rio Grande do Sul], mas o tempo anda escasso até para dormir. Ainda bem que segunda tem feriado. Pelo menos não precisarei acordar tão cedo. E tentarei fazer caminhadas matinais e tomar cafés da manhã desapressados entre sábado e segunda. Sinto falta de caminhar. Sinto falta de muitas coisas.

Um comentário:

Lúcia Harumi disse...

Você nasceu notívaga. Rss. Eu, durante algum tempo (entre fim da faculdade e antes de arrumar um emprego) gostava de ficar desenhando de madrugada... Acho que a madrugada é criativa. O silêncio ajuda, creio. Ou a gente fica ouvindo sons ao longe: um cão que ladra, uma moto que passa, um apito do guarda noturno, um pio de coruja... Mesmo quando cochila e sonha... se lembrar do sonho pode ser uma ideia de conto. Há tempos, tive um pesadelo... e escrevi um conto. No final, o pesadelo foi só um detalhe no conto... É curioso quando a inspiração chega desse jeito...