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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Destino: São José dos Campos


No fim de semana passado fui para São José ver minha família e aproveitei para ver uma peça, encontrar a Flávia (com quem vi a peça) e dar um passeio pelo Parque Santos Dummont. A cidade continua igual, o que me dá um certo conforto mas também uma inquietação inexplicável.

Quase sempre quando vou para minha cidade natal, minha mãe faz comidas que eu adoro, como esse salmão à belle meunière:



Na sexta, eu tinha visto no site do SESC que haveria uma peça sábado à noite, convidei a Flávia e a Kemi para irem comigo. A Flávia topou, a Kemi acabou tendo um imprevisto e não consegui vê-la de novo. 

O nome da peça era "Um passo atrás" e eu não gostei. Me senti um pouco mal porque convidei a Flávia para ir, aí tive vontade de sair no meio da apresentação porque estava me entediando - os diálogos eram muito artificiais e meio forçados e o final, pelo menos para mim, era bastante previsível. Mas me comportei e assisti até o fim. Daí lembrei que é por isso que ando evitando peças teatrais ultimamente... muitas vezes me frustro, sinto que estou perdendo tempo. Não sei exatamente o que a Flávia achou, mas tenho a impressão de que ela não falou que não gostou porque o convite foi meu.



Quando fui comprar o ingresso da peça, no sábado à tarde, aproveitei para ver a exposição "Ilustradores de Lobato", que estava espalhada pelo térreo e parte do primeiro andar, lá no SESC mesmo:















Depois de ter comprado o ingresso e visto a exposição, fui dar um passeio no Parque Santos Dummont, que fica ao lado do SESC. Esse parque tem um valor afetivo grande, porque meus pais me levavam lá para brincar quando eu era pequena (na verdade, eu e meu irmão); depois, na época do colegial (Ensino Médio), eu ia lá com umas amigas, porque o colégio ficava ali perto. Acho que às vezes matávamos aula por ali, não lembro direito.














Quando vou a São José, o tempo, que normalmente já passa rápido, voa. No domingo, almocei com meus pais. Meu irmão e minha cunhada foram lá almoçar com a gente. Meu irmão levou uns pastéis de queijo com orégano que ele havia preparado (meu irmão cozinha), minha mãe os fritou, além de ter feito mais algumas comidas gostosas. É engraçado notar que meu irmão também reproduz algumas comidas que via minha mãe fazendo e que costumávamos comer em casa - às vezes lembro das coisas que minha mãe preparava, sinto vontade de comer e tento fazer.

Apesar de São José ser a cidade onde cresci e morei a maior parte da vida, cada vez mais sinto que não conseguiria voltar a viver lá. É estranha a impressão de que, ao mesmo tempo que a cidade sempre vai fazer parte de mim, eu já não faço mais parte de lá. Parece que São José ficou estreita demais.


2 comentários:

Lúcia Harumi disse...

Lindas fotos, Aline!!! Não me lembro bem, se seus pais iam ao sítio, por isso vez ou outra a Batyan ia dormir com você e Alan. Então ela fazia a comida. Quando cresceram um pouco, a situação inverteu e Alan disse: "Deixa Batyan, que agora a gente é que vai cozinhar pra você." No início, ele é que levava mais jeito que você. Hoje, os dois levam. Acho que da família, só eu não levo o menor jeito para forno/fogão.

aline naomi disse...

Ah, eu lembro quando a batian ia ficar com a gente. Acho que meus pais iam pro sítio mesmo e às vezes a gente não queria ir.
Sinceramente acho que não levo tanto jeito para cozinhar! haha Mas como gosto de COMER, fui gostando de cozinhar e fico tentando me aprimorar na cozinha, porque concluí (o óbvio) que quanto melhor eu cozinhar, melhor eu vou comer. Aos poucos acho que estou progredindo. Meu objetivo pro ano que vem é aprender a fazer peixes e pratos vegetarianos. Esse ano aprendi a fazer canja de galinha e feijão com linguiça (meio que uma feijoada só com linguiça) e fiquei feliz. Aprender a fazer novos pratos dá uma alegria porque penso "nossa, eu consigo fazer!".