Pages

sexta-feira, 22 de abril de 2016

50 perguntas e 50 possíveis respostas

Aproveitei o feriado para dormir bastante e fazer a declaração do Imposto de Renda (que eu já deveria ter feito há muito tempo, mas outras prioridades foram surgindo e acabei deixando para "depois"), aí, quando fui enviar o arquivo com a declaração, surpresa: entre 1h e 5h da manhã, o site da Receita não recebe arquivos. Eu estava tentando fazer isso mais ou menos às 3h da manhã. Como passei boa parte da tarde dormindo e não estava/estou com sono, fiquei lendo coisas na internet até dar 5h para poder enviar a declaração de IR e não pensar mais no assunto... entre leituras variadas, encontrei essas "50 perguntas que irão libertar sua mente" (nem tanto, nem tanto...), achei interessante e comecei a responder (revisei e adaptei algumas coisas que estavam estranhas, acho que esse questionário foi traduzido do inglês):

50 perguntas e minhas 50 respostas (que poderão ser diferentes no futuro)

1. Quantos anos você teria se você não soubesse quantos anos você tem?
Mais ou menos 25.

2. O que é pior, falhar ou nunca tentar?
Nunca tentar.

3. Se a vida é tão curta, por que fazemos tantas coisas de que não gostamos e gostamos de tantas coisas que não fazemos?
Porque priorizamos o que é necessário fazer e não necessariamente o que nos dá prazer. Por exemplo, ser responsável e pagar as nossas próprias contas antes de gastar dinheiro com viagens.

4. Quando tudo já está dito e feito, será que você disse mais do que fez?
Há um equilíbrio entre o que digo e o que faço.

5. Qual é a coisa que você mais gostaria de fazer para mudar o mundo?
Ajudar as pessoas a melhorarem a si mesmas e a verem o mundo de forma mais ampla. Nesse processo, é quase certo que eu também me ajudaria a ser uma pessoa melhor e veria o mundo e as pessoas de forma mais ampla.

6. Se a felicidade fosse a moeda nacional, que tipo de trabalho o tornaria rico?
Apresentar livros interessantes para as crianças/pessoas, para que elas possam pensar e ter mais chances de fazer escolhas melhores para elas mesmas (e não permitam que façam escolhas por elas).

7. Você está fazendo o que você acredita ou você se contenta com o que está fazendo?
Por enquanto, me contento com o que estou fazendo, para que, em algum momento, eu possa concretizar aquilo em que acredito.

8. Se a expectativa de vida humana média fosse de 40 anos, você viveria sua vida de forma diferente?
Sim. Me preocuparia muito menos com segurança financeira.

9. Até que ponto você realmente controlou o curso da sua vida?
Logo depois de ter me formado na faculdade, quando completei 22 anos e comecei a trabalhar, passei a controlar mais a minha vida. Antes, eu era influenciada pelos meus pais, principalmente porque eram eles que pagavam todas as minhas contas, então, de uma forma ou de outra, achava que precisava escutar o que eles diziam (e o que eles diziam tinha bastante peso). 
Ter saído de casa para estudar foi a primeira melhor decisão da minha vida, porque, longe dos meus pais, fui tomando consciência de que a vida era minha, que eu deveria sempre fazer o que era melhor para mim e não o que meus pais (ou qualquer outra pessoa) achavam que era melhor. A independência financeira me deu mais liberdade também.

10. Você está mais preocupado em fazer as coisas direito ou está fazendo as coisas certas?
Estou tentando fazer as coisas certas. Ou pelo menos o que acho certo para mim.

11. Você está almoçando com três pessoas que respeita e admira. Todos começam a criticar um amigo íntimo seu não sabendo que é seu amigo. A crítica é de mau gosto e injustificada. O que você faz?
Primeiro, perguntaria: "De onde vocês conhecem Fulano?" e, depois, perguntaria com base em que eles estão falando mal dele, mais para testar o caráter das pessoas à mesa. Depois, defenderia esse amigo e sairia da mesa, porque não sou obrigada a ouvir pessoas falando mal de outras pelas costas.

12. Se você pudesse oferecer a um recém-nascido só um conselho, qual seria?
Faça tudo que quiser, mas seja responsável.

13. Será que você faria algo ilegal para salvar uma pessoa amada?
Certamente.

14. Você já viu insanidade onde depois viu criatividade?
Ainda não.

15. Pense em algo que você sabe e que você faria diferente da maioria das pessoas?
Não consigo pensar em nada desse tipo no momento.

16. Como podem as coisas que fazem você feliz não fazerem todos felizes?
É normal. As pessoas são diferentes entre si e sentem prazer e felicidade com coisas diferentes. 

17. Qual a coisa que você não fez e que você realmente quer fazer? O que está prendendo você?
Ser fluente em japonês e conhecer o Japão. Planos mais imediatos relacionados à vida profissional me prendem. (Talvez seja uma desculpa, talvez eu devesse parar de gastar em cursos e livros e fazer o que quero agora, já que amanhã pode nem existir. Talvez eu seja sensata demais e planeje demais e morra antes de concretizar as coisas que realmente quero e que fazem sentido para mim. Mas a escolha é consciente, porque não consigo ser/fazer diferente.)

18. Você está se apegando a algo que precisa deixar ir?
Acredito que não, espero que não. Tenho apego aos meus livros e DVDs de filmes, mas sei que uma hora vou me desfazer da maioria deles; é só uma questão de tempo.

19. Se você tivesse que se mudar para um estado ou país além do que você vive no momento, para onde você iria e por quê?
No Brasil, gostaria de morar temporariamente em Porto Alegre e já pensei em morar também em Manaus, mas depois de constatar o óbvio, que lá é quente o ano inteiro, não tenho mais vontade. Penso que minha visão de mundo é muito paulista, já que nunca morei fora do estado de São Paulo; morar em outros estados, nos extremos do país, me daria uma visão mais ampla do que é o Brasil. No exterior, gostaria de morar temporariamente em alguma cidade do interior, perto de Tóquio, no Japão. Temporariamente, porque não me vejo morando "para sempre" em um estado e país diferente de onde nasci. Por mais que o lugar seja lindo, por mais qualidade de vida que me proporcione, acho que teria sempre a sensação de que não pertenço àquele lugar. Além disso, a maioria das pessoas com quem me importo e que talvez se importe comigo está aqui [estado de São Paulo].

20. Você aperta o botão do elevador mais de uma vez? Você realmente acredita que isso fará o elevador chegar mais rápido?
Não aperto, porque sei que é inútil.

21. Você prefere ser um gênio preocupado ou uma pessoa simples e alegre?
Uma pessoa simples e alegre.

22. Por que você está onde está?
Por escolha própria. Mas sei que posso escolher outra coisa quando quiser.

23. Você é o tipo de amigo que quer como amigo?
Sim.

24. O que é pior, quando um bom amigo se afasta ou perder o contato com um bom amigo que mora bem perto de você?
Ambas as situações são ruins e estão no mesmo patamar.

25. Qual a coisa pela qual você é mais agradecido na vida?
Sou grata aos meus pais por terem me dado educação e estudos.

26. Você prefere perder todas as suas velhas memórias ou nunca ser capaz de fazer novas amizades?
Se precisasse, de fato, escolher entre uma dessas opções, preferiria não poder mais fazer novas amizades. Tenho bastantes amizades, em todos os graus. Perder velhas memórias seria como perder boa parte da minha identidade e não sei até que ponto ter novos amigos supriria a falta que eu teria de mim mesma (?).

27. Será que é possível saber a verdade sem desafiá-la primeiro?
Não.

28. Alguma vez o seu maior medo se tornou realidade?
Não e espero que nunca se torne.

29. Você se lembra daquela vez cinco anos atrás, quando você estava extremamente chateado? Será que aquilo realmente importa agora?
Não lembro e, na verdade, não importa.

30. Qual é a sua memória mais feliz da infância? O que a torna tão especial?
Algumas viagens de férias em família, porque ficávamos vários dias muito próximos e relaxados. Eu me sentia feliz, porque, em geral, meu pai trabalhava demais, minha mãe quase sempre estava atarefada com os trabalhos domésticos e eu não sentia tanta proximidade e despreocupação no dia a dia.

31. Em que momento nos últimos tempos você se sentiu mais apaixonado e vivo?
Quando fui viajar e conhecer lugares novos.

32. Se não for agora, então quando?
Talvez nunca.

33. Caso você não tenha conseguido ainda, o que você tem a perder?
Nada. Por isso vou tentar, mas dentro do meu planejamento.

34. Alguma vez você já esteve com alguém, não disse nada, mas depois que se afastou sentiu que tinha tido a melhor conversa da sua vida?
As pessoas realmente próximas me fazem sentir isso na maioria das vezes em que estou com elas. Não é preciso preencher o tempo falando o tempo todo. Estar perto basta.

35. Por que as religiões que apoiam o amor causam tantas guerras?
Talvez porque as pessoas religiosas que estão no poder estejam cegas para o que realmente importa.

36. É possível saber, sem sombra de dúvida, o que é bom e o que é mau?
Dependendo da situação, não. (Comprar um rim para salvar a vida de um filho é mau? Internar seu irmão viciado em drogas contra a vontade dele numa clínica para tratamento é mau? Padres tendo relação sexual com prostitutas é mau? Encomendar o assassinato do estuprador da sua namorada e de outras mulheres é mau? Não sei.)

37. Se você ganhar um milhão de dólares, você sairá do seu trabalho atual?
Sim.

38. Você prefere ter menos trabalho para fazer ou mais trabalho que você realmente gosta de fazer?
Ter mais trabalho que eu realmente goste de fazer. Não me importaria de trabalhar muito mais do que outras pessoas trabalham, desde que isso tenha algum significado/ faça sentido para mim.

39. Você sente como se você tivesse vivido o dia de hoje cem vezes antes?
Sim. Muitas vezes sinto que os dias são todos iguais e que não tenho como fugir disso.

40. Quando foi a última vez que você seguiu um caminho apenas com o brilho suave de uma ideia em que você acreditava fortemente?
Há cerca de sete anos, quando decidi que vir para São Paulo era a melhor opção. E realmente foi uma das melhores decisões que tomei na vida.

41. Se você soubesse que todos que você conhece morreriam amanhã, quem você visitaria hoje?
Meus pais.

42. Você estaria disposto a reduzir sua expectativa de vida em 10 anos para se tornar extremamente atraente ou famoso?
Nem f-o-d-e-n-d-o.

43. Qual é a diferença entre estar vivo e realmente viver ?
Estar viva é acordar respirando e fazer o que é preciso ao longo dos dias, das semanas, dos meses, dos anos. Viver de verdade é fazer o que quero, acreditar que aquela é a melhor decisão que pude tomar naquele momento e sentir satisfação.

44. Quando é hora de parar de calcular riscos e recompensas, e ir em frente para conseguir o que se quer?
Hipocritamente, eu diria "agora". Mas, se todo mundo fizesse só o que quisesse e quando quisesse, sem planejamento nenhum, a probabilidade de tudo dar errado seria muito grande. É importante buscar sempre realizar o que se quer, mas, para a maioria dos casos, é preciso um certo planejamento.

45. Se aprendermos com os nossos erros, por que estamos sempre com medo de cometer um erro?
Porque alguns erros são irreversíveis.

46. O que você faria de forma diferente se soubesse que ninguém iria julgá-lo?
Teria relações poligâmicas/ poliamorosas, talvez.

47. Quando foi a última vez que você notou o som da sua própria respiração?
Não lembro.

48. O que você ama? Alguma de suas ações recentes expressou abertamente esse amor?
Amo ler e trabalhar com texto, por isso sempre leio o máximo que posso, escrevo sobre minhas leituras e tento aprimorar habilidades de escrita.

49. Em 5 anos a partir de agora, você vai se lembrar o que você fez ontem? E sobre o dia antes disso? Ou no dia anterior?
Provavelmente não. E isso é triste, eu sei.

50. As decisões estão sendo feitas agora. A pergunta é: Você está tomando essas decisões por si ou você está deixando que os outros as tomem por você?
Eu mesma estou tomando as decisões.

Nenhum comentário: