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segunda-feira, 16 de maio de 2016

Sobre música, comida boa, bombas, dormidas, aulas e alegrias do fim de semana



Quase quatro da manhã e eu aqui terminando uma tradução e ouvindo o último CD da Marisa Monte. Quase não compro CDs, os da Marisa Monte são exceção.

Eu tinha alguns planos para o fim de semana, mas, como sempre, parece que o fim de semana passou num piscar de olhos. Queria ter ido ao cinema ver De amor e trevas, dirigido pela incrível Natalie Portman e baseado no livro homônimo do Amós Oz, terminado de ler o livro O jardim de cimento, que a Ana Igual me deu semana passada, terminado de revisar um livro que vem se arrastando há anos (não por culpa minha) e com o qual estou angustiada, lido alguns textos para as aulas de tradução dessa semana, terminado a tradução de uma peça para a aula do próximo sábado (dias de semana são sempre meio tumultuados) e escrito alguns posts sobre filmes que vi, livros que li e coisas aleatórias que têm acontecido ultimamente. Não consegui fazer nada disso. No entanto, o fim de semana foi bom.

Sábado, aula o dia inteiro, voltar pra casa, jantar sanduíche, banho, dormir e só. Às vezes tenho a impressão de que esse MBA em Book Publishing foi uma escolha furada, às vezes, não. A aula do último sábado foi bacana; mais ou menos metade das coisas que ouvi eu já sabia (aprendizado na prática), e a outra metade, novidade que talvez eu consiga aplicar no futuro, em outro trabalho, em outro contexto. Talvez essas aulas não tenham exatamente a finalidade que eu esperava delas quando me matriculei no curso, mas sejam bastante úteis para amadurecer algum "projeto empreendedor" daqui a alguns anos. Tenho pensado em desenvolver algumas coisas diferentes do que já existe no mercado misturado com algo que amo fazer, só que tudo ainda está muito cru. Um colega do MBA, o Zizo Asnis, disse uma vez algo do tipo: "O segredo do sucesso é trabalhar com algo que te dê tesão e mergulhar fundo nisso", um clichê para muita gente, mas que ele levou a sério e hoje vive de viajar e escrever; tenho pensado muito nisso, em investir meu tempo em coisas que me deem tesão e que valham a pena, porque ultimamente a maioria das coisas tem tido sabor de nada e/ou não tem feito muito sentido - e já não sei se estar morta seria a mesma coisa. No mundo ideal, eu gostaria de trabalhar meio período/ não ter horários fixos de trabalho como editora de livros legais, ganhando o suficiente para pagar as contas, e, com o restante do tempo, trabalhar em home office e também cuidar da minha vida (projetos profissionais e pessoais, estudos, vida pessoal).

Enquanto persiste a sensação de que o MBA não foi uma escolha "inteligente" (embora eu já tenha desistido de pensar nisso, quero dizer, vou aproveitar o que for bom e novo e deletar o ruim e inútil, e não ter expectativa de que o curso melhore - mas também espero que não piore), pelo menos acertei ao me inscrever no curso de tradução literária e, sorte a minha, ter sido selecionada. Este curso, sim, estou amando e aproveitando muito, tanto as aulas quanto as palestras. Foi a melhor coisa que fiz por mim este ano. Só gostaria de ter mais tempo para me dedicar mais. A qualidade do conteúdo que oferecem ali não tem preço.

Domingo acordei um pouco mais tarde do que gostaria (umas 7h30), comi um pedaço de bolo, fui caminhar no Ibirapuera, voltei umas 11h30, tomei banho e fui me arrumar para almoçar em Mairiporã com a Yuri. Combinamos de ir ao Babo Domenico, um restaurante em que servem costela (!!), indicado pelo Resina, um amigo virtual que ainda não conheço pessoalmente (por culpa minha, por incompetência minha em conseguir conciliar compromissos). 

O Babo Domenico é um ótimo restaurante e tem uma vista bonita. Escolhemos o buffet completo com costela e fomos felizes. A costela é macia e suculenta, a linguiça parece artesanal (a linguiça com pimenta é bem apimentada para o meu gosto, mas a sem pimenta é perfeita) e o coração também estava bom. Há várias opções de salada e alguns pratos quentes. A música ao vivo não estava irritante (às vezes esse tipo de coisa me irrita, porque não gosto do tipo de música que estão cantando ou porque a pessoa é desafinada ou porque o som está muito alto e é preciso conversar quase gritando) e a taxa de couvert era de R$ 6 por pessoa. 

Gostei e recomendo!







Tentamos ir à cachaçaria Belarmino, um lugar sem placa, que fica a mais ou menos 1,5 km do restaurante, mas já estava fechado. O Resina disse que lá vendem, além de cachaça, licores, vinga (vinho + pinga) e doces artesanais. Eu estava especialmente interessada em uma cocada com morango...


Então sugeri irmos para o Faire la bombe, um lugar especializado em bombas do qual eu tinha ouvido falar há anos e que foi apresentado ano passado ou retrasado pela Marina, uma amiga da faculdade que mora lá perto (nesse dia, o João, amigo comum da faculdade, também estava conosco e eu estava muito feliz em rever os dois). Nunca comi bombas tão deliciosas na vida. Acho que nem na França fazem bombas ("éclairs") tão bem. Barato não é (R$ 7 cada), mas vale cada centavo!




Yuri esperando o chá de erva-cidreira (feito com folhas frescas da erva!)



Comecei com bombas de Leite Ninho e amêndoas e a Yuri pegou uma de limão-siciliano. Depois peguei uma de pistache e outra de brigadeiro. Ainda não provei todas, mas, por enquanto, as minhas preferidas são a de amêndoas e a de pistache!


Onde nascem as delícias!

Depois das bombas, voltei para casa umas 20h e... dormi. Acordei acho que 1h30 e vim para o notebook fazer o que deveria ter feito ao longo do dia (transferir dinheiro para poupança, jogar gastos na planilha de gastos, trabalhar na tradução, aproveitar o silêncio).

Daqui a pouco outra semana começa e não acredito que já estamos quase na metade do ano.

Essa é uma das músicas que eu adoro e está no CD novo da Marisa Monte (mas em outra versão, com a Julieta Venegas):


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