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quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Bienal do Livro pra quê?


Hoje chegaram os ingressos que ganhei da editora para entrar na Bienal do Livro, que este ano acontece em São Paulo (em anos alternados, acontece no Rio de Janeiro).

Pedi dois ingressos porque talvez eu convide alguém para ir comigo, ainda não sei. Posso convidar até duas pessoas, porque, por ser uma "profissional do livro", tenho direito a uma credencial que dá direito a entrada gratuita em todos os dias do evento. Provavelmente serei liberada mais cedo em algum dia da semana para poder circular por lá com mais tranquilidade, já que nos fins de semana aquilo é caótico.

Confesso que a Bienal do Livro não faz muito sentido para mim. Se a gente pode comprar livros muito mais baratos pela internet, Bienal do Livro pra quê?

É meio deprimente ver editoras liquidando os livros encalhados por R$ 5 em seus estandes. É irritante andar por corredores lotados. É desanimador ver livros sendo vendidos pelo preço de capa (sem desconto nenhum) pelas editoras. Qual o sentido disso hoje em dia?

Talvez o que faça sentido são os debates e palestras com autores e profissionais do livro (que nunca consegui assistir) e a possibilidade de fãs conseguirem encontrar autores de que gostam e pegar autógrafos.

Para mim fica sempre a sensação de que tudo isso é um circo e não sei até que ponto a leitura é estimulada nesse evento. Se bem que. Ingenuidade minha pensar que esse é o foco do evento. Na verdade, é só business, né?

Ouvi rumores de que a Bienal deste ano será BEM menor que a dos anos anteriores por conta da crise. Vamos ver, vamos ver. Em geral, só faço isso mesmo: ver. Me sentiria idiota em pagar muito mais caro pelos livros lá e ainda ter que ficar carregando sacolas pesadas...

Um comentário:

Minhas Impressões disse...

Oi Aline.
Viu como a Bienal melhorou um pouco? Pelo menos na questão dos corredores. Na questão dos preços, algumas editoras deixaram a desejar, mas teve outras que foi possível encontrar alguns descontos. Mas ano de crise é assim mesmo. Vamos ver como serão as coisas em 2018.
Abraços.