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segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Casamento Grego 2, de Kirk Jones


Num post anterior desse mês comentei que às vezes achava que a família do meu pai era parecida com a família da Toula, do filme Casamento Grego, aí, coincidentemente, o editor me emprestou esse DVD do Casamento Grego 2, que eu queria ter visto no cinema.

O primeiro filme foi dirigido por Joel Zwick em 2002, e este segundo, por Kirk Jones, que, pelo que pesquisei, já dirigiu outras comédias. O roteiro de ambos os filmes é da Nia Vardalos, que interpreta a Toula Portokalos. Apesar de o diretor deste filme ser outro, não senti grande diferença no "clima geral". Até porque todos os atores do primeiro filme voltaram para fazer a segunda parte quatorze anos depois.

Nessa sequência, a filha de Toula e Ian Miller, Paris (Elena Kampouris, cujos pais são gregos na vida real) está se formando no colégio e precisa decidir se faz uma faculdade na cidade onde mora com a família ou em outra. Além disso, o pai de Toula descobre que a certidão de casamento dele não está assinada, então a família se junta para preparar a cerimônia religiosa, para que o padre possa validar o matrimônio, e a festa. A família da Toula continua muito unida, caótica e muito engraçada.

O avô de Paris vive aconselhando-a a arranjar um noivo grego logo para casar e ter filhos (ela tem 17 anos!); a avó a aconselha várias vezes a "abrir os olhos e proteger a poulaki". O avô continua com a ideia de que os gregos são superiores, apesar de Toula ter se casado com Ian, um "estrangeiro" (ele usa uma palavra para isso, acho que é geno), o que me lembra muito meu falecido avô paterno, que também não queria que nenhum filho se casasse com um(a) gaijin.

[Não entendo direito por que japoneses e gregos se acham tão "superiores" a ponto de, num passado bem recente, os patriarcas quererem que os filhos e netos se casassem com pessoas da mesma etnia. Ter culturas "milenares" e "sábias" é motivo suficiente para isso? Essa postura é tão ridícula que é perfeita para um filme de comédia mesmo.]

Apesar da intolerância cômica do patriarca (meio politicamente incorreta hoje em dia, não?), o filme vale a pena. Depois que acabou, fiquei querendo mais. Parece que a Toula, digo, a Nia Vardalos, vai elaborar o roteiro para o terceiro filme. Oba! :)



Curiosidades:

Na parte de extras (sempre vejo os extras dos DVDs), a Nia Vardalos diz que demorou tanto para escrever o roteiro da sequência de Casamento Grego porque não tinha ideia de como era ser mãe e não queria escrever sobre algo que ela não tinha vivido... nesse meio tempo, ela e o marido, Ian Gomez (ele faz um papel pequeno, de um policial - ele pediu esse papel para Nia porque "queria pegar em uma arma") adotaram uma criança e Nia sentiu que depois de ter passado por várias experiências, ela poderia escrever o roteiro com mais segurança.

Na cena do casamento de Maria e Gus Portokalos, pais da Toula, na igreja, havia familiares da Nia Vardalos fazendo figuração e o pai dela, se não me engano, fez parte da "orquestra". 

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