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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Minhas amigas e minha grande, gigantesca, família

Foi um fim de semana atípico em São José.

Sábado à tarde fui encontrar duas amigas com quem estudei no colegial na casa de uma delas, porque ela teve o segundo filho há pouco tempo e seria complicado ela sair com as crianças. A segunda amiga mora em Madri e está de passagem pelo Brasil. E teve uma terceira que furou em cima da hora (o encontro estava marcado há mais ou menos um mês), que eu já quase perdoei. Em geral não ligo se avisam que não vão poder mais ir a encontros previamente marcados, mas acontece que quase não vejo essas amigas... e não sei quando vou conseguir revê-las. Essa amiga que furou está se preparando para morar no Canadá e pedir cidadania canadense, o que provavelmente vai acontecer. 

E hoje fui a um encontro familiar com meus pais. Houve uma missa em uma igreja de tradição japonesa (Tenrikyo?, não sei, sou bem por fora), da qual não participamos, e o encontro aconteceu depois, no pátio dessa igreja. Fazia muito tempo que eu não participava desses encontros familiares e que eu não falava com meus primos, a não ser por WhatsApp. A família Sassaki é enorme - só nesse encontro acho que havia umas 80 pessoas (será exagero meu?), isso porque nem todo mundo foi! - e lembra um pouco a família da Toula, a protagonista do filme Casamento Grego. Todo mundo falando e comendo (muito) e rindo... e umas tias perguntando para as quase-recém-casadas da família quando vão ter filhos... na família Sassaki é impossível pensar em se casar e não ter filhos, quase todos os meus primos já se casaram e tiveram filhos... o bom é que a família nunca vai acabar. Já nem me perguntam quando vou casar e ter filhos, talvez porque pressintam que a minha resposta destoante da família seria: "Não quero casar e nem ter filhos!" (afinal, todo mundo da família já está fazendo isso mesmo, então posso me ocupar com outras coisas sem o risco de a família Sassaki entrar em extinção... - minha mãe se lesse isso provavelmente comentaria: "Nossa, como você é debochada!"... Eu? Imagina!).

Minha mãe e os demais parentes levaram (muita) comida, também teve churrasco, sobremesas e bolo (o aniversário de um dos meus - dez? - tios foi há alguns dias).

Uma tia, irmã do meu pai, veio do Japão e vai ficar no Brasil por umas duas semanas. Está sendo a última visita dela ao Brasil e ela queria ver os irmãos, pois não terá condições físicas de voltar. Eu e duas primas vimos que essa tia se emocionava (chorava) ao abraçar os irmãos, aí comentei que devia ser difícil ter consciência de que essa era a última vez que ela veria os irmãos... elas, as primas, começaram a chorar também e falaram que a culpa era minha por ficar falando essas coisas. É, sutileza não é meu forte...


Na foto acima - uma "foto histórica" (como alguns disseram) - aparecem minha tia que volta para o Japão mês que vem, batian, primos e alguns cônjuges e filhos de primos. Meu irmão e alguns primos e respectivas famílias não foram ou não puderam ir. Isso dá uma ideia do tamanho da família. Essa foto minha prima mandou via WhatsApp, para o grupo que ela criou para reunir os primos (como é muita gente mandando mensagens, não consigo acompanhar tudo, mas achei legal a iniciativa para não perdermos o vínculo).

Foi difícil voltar para São Paulo hoje. Está frio, queria ter ficado mais um tempo na casa dos meus pais, no meu quarto antigo, comida da minha mãe. Queria ter mais tempo para ficar com a minha família.

Bom, mas a realidade é essa: tive que voltar. Mas voltei reenergizada. 

Boa semana para nós.


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