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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

"Quero falar com o gerente!"

Apesar do último post meio baixo astral, o fim de semana foi muito bom. Até o sábado com aula o dia inteiro foi bom. Incrível.

Para começar, finalmente, entregaram a minha carteirinha de estudante (*sonoplastia de fogos de artifício*). Vários colegas também receberam só agora, e alguns não receberam ainda (!). Imagino que isso aconteceu porque, depois de ter recebido o e-mail da estagiária do Singularidades solicitando minha foto de novo semana passada, mandei e-mail para uma pessoa, um tipo de "coordenadora administrativa" do curso, que talvez pudesse agilizar as coisas. Contei toda a história e também escrevi que vários colegas estavam com o mesmo problema (não tinham recebido a carteirinha desde março). É bizarro que as coisas precisem funcionar dessa forma nesse país, como o editor com quem trabalho já comentou várias vezes. A gente precisa "falar com o gerente" para que as coisas sejam resolvidas. É patético. 

No fim das contas, recebi a carteirinha e estou feliz (vou poder assistir a vários filmes no Reserva Cultural e pagar meia-entrada!):

:)

No sábado de manhã, tivemos aula com o Jiro Takahashi, que é um dos melhores professores do MBA e um editor que admiro MUITO. Aliás, um dos motivos pelos quais não estou 100% arrependida de ter me inscrito no curso é porque estou tendo aulas com ele, um privilégio, sério. Ele tem décadas de experiência na área editorial, uma cultura imensa, é generoso em compartilhar as vivências dele e fundou a editora Estação Liberdade (agora a editora pertence a outros sócios, mas é admirável ele ter investido em literatura japonesa quando parecia não haver mercado para isso no Brasil). Um dos meus sonhos é trabalhar nessa editora. Aliás, em uma das aulas, perguntei para ele como foi começar a publicar literatura japonesa no Brasil... e ele contou que isso já era meio que uma cobrança da mãe dele, que lia muito, e tinha a ver com a família dele ter pessoas ligadas à literatura. Contou sobre os primeiros livros publicados pela Estação Liberdade e que alguma associação japonesa passou a patrocinar uma tradução de livro de literatura japonesa por ano como forma de viabilizar publicações dessa área (porque a tradução, direto do japonês, não deve ser barata). O Jiro deveria escrever uma autobiografia. Vou dar a ideia.

Na aula de sábado, ele falou sobre a importância de se planejar tudo antes de se começar a executar os projetos editoriais. Uma coisa óbvia, mas que a maioria das editoras não faz. E também falou sobre um dos projetos do curso que precisaremos entregar no começo do ano que vem: em grupo, precisaremos fazer um projeto de livro (organizar toda a edição - original/ tradução se for o caso, revisão, capa, diagramação etc.) que depois será publicado pela editora HSM, que, pelo que entendi, é ligada à Casa Educação (o MBA é oferecido pela Casa Educação e pelo Instituto Singularidades). Me animei com o desafio, apesar de já prever a mão de obra que isso vai dar. Gosto de desafios, então estou pronta.

Detalhe: nada sobre esse projeto foi informado no começo, o que me dá a impressão de que vão decidindo as coisas conforme o andamento do curso, sem planejamento nem nada, ou seja... esse MBA reflete o que acontece na maioria das editoras - irônico e um pouco trágico.

À tarde, tivemos uma revisão das aulas de gerenciamento financeiro (delícia!, só que não). Na primeira aula já não havia tanta gente, depois do almoço, então... contei 15 pessoas na sala (a turma tem umas 40). Fiquei para essa aula não por ser CDF (rá!) nem porque estou superinteressada na matéria, mas porque queria ver se conseguia terminar um dos trabalhos pendentes. Em dia de semana é muito difícil arranjar tempo para fazer isso. Algumas pessoas do meu grupo também ficaram e conseguimos terminar - fiquei satisfeita e aliviada. Agora só falta um outro trabalhinho da aula que faltei e que uma colega já fez quase tudo. Não achei a aula pesada nem enfadonha nem cansativa demais. O professor nos liberou um pouco mais cedo também. Foi um dia bom.

***

Domingo de manhã fui ao Reserva Cultural ver um filme do CinéClub chamado Aprovado para adoção [Couleur de peau: miel] (vou escrever um post só sobre o filme depois, gostei demais!). Dessa vez chamei a Yuri, a Ana Igual, a Marina e o Fábio para ir; só a Marina, que estudou comigo na faculdade e também era da turma de francês, topou na hora, aí comprei ingressos para nós assim que eles foram disponibilizados no site. Depois o Fábio conseguiu comprar um dos últimos ingressos, mas não o vi por lá; mandou mensagem avisando que ia se atrasar, mas provavelmente vamos ver algum filme de um festival de cinema japonês que vai começar essa semana no CCBB. Acho que a Marina e o Fábio iam se dar bem porque os dois também são cinéfilos. É legal quando consigo conectar amigos com interesses comuns e depois eles desenvolvem uma amizade paralela entre si.

Depois do cinema fui almoçar com a Yuri em um restaurante vegetariano perto da casa dela. Mais à tarde, fomos encontrar o Sergio na estação Fradique Coutinho - combinamos de ir à La Bombe, porque dia 27/07 foi aniversário dele e ele queria muito conhecer esse lugar (provavelmente porque falei das bombas várias vezes).

O que pedimos, logo de cara:


Começando do fundo, do lado esquerdo: duas bombas de pistache, blueberry e baunilha.
Do fundo, do lado direito: frutas vermelhas, amêndoas e damasco.

Três dessas aí eram minhas: pistache, amêndoas e frutas vermelhas. E depois ainda peguei mais uma de pistache. A de pistache continua sendo a minha preferida - vem um creme verde delicioso dentro, nossa. :) Da próxima vez que eu for para São José, vou comprar umas para levar para minha família.

Para fechar o domingo de um jeito saudável, eu e a Yuri fomos comer batata frita belga com molho "honey mustard", porque eu estava com vontade de comer batata frita. Sei lá se a batata é realmente belga, mas é muito boa. Também passamos na Daiso e, para variar, compramos coisinhas por lá. Comprei outro caderno de capa dura com elástico para prender que é ótimo.

Fui dormir lendo a biografia da Thammy Gretchen, que depois comento. Faz um tempo também li a biografia da Andressa Urach. Sinto um pouco de culpa ao comprar esse tipo de livro porque isso significa estimular a publicações de mais livros do gênero. Mas fiquei curiosa para saber se estavam bem escritas, apesar de todo o sensacionalismo e apelo comercial, e também para ver se eu conseguia identificar o que era realidade e o que era ficção - em vão; não dá para saber (se bem que toda biografia é também uma ficção, porque são baseadas nas memórias - até que ponto confiáfeis ou afetadas? - dos biografados). 

Uma coisa é certa: brasileiros gostam de biografias de famosos que têm histórias envolvendo crimes, drogas, prostituição, sexo, violência, traições. Tudo que foge muito disso não deve ter muito apelo comercial, portanto, não é tão interessante publicar. Por falar nisso, a biografia da atriz Larissa Manoela está na lista de livros mais vendidos de julho - ela tem só 15 anos (!), já teve uns quatro namorados (?) e, segundo uma estimativa que fiz, ela vai receber, no mínimo, R$ 120 mil reais em direitos autorais só pelas vendas do livro dela em julho. São tempos muito loucos esses.

2 comentários:

Karen disse...

Oi, bom saber que seu fim de semana foi legal. Bem, cada dia é diferente do outro... rs

Estou morrendo de vontade de passar no La Bombe desde o seu primeiro post. Minha sogra mora perto da r dos Pinheiros com a Pedroso, vou dar uma caminhada até lá qualquer dia. Que sabor recomenda? A bomba de pistache é boa?

Abraço!

aline naomi disse...

Vá, sim, Karen!! Vai gostar! :)

A minha preferida é a de pistache, mas sou suspeita porque adoro pistache (meu sabor preferido de sorvete no Bacio di Latte também é pistache, porque vem um monte de pistache no meio do sorvete, nunca tinha visto isso). O bom é que nenhuma bomba que provei até agora é doce demais nem enjoativa.

Abraço e boa semana! ;)