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quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Uma vida de cinema



Ontem foi um dia atípico. Eu e a Yuri fomos ver a pré-estreia do filme O amor no divã, uma comédia romântica nacional, a convite do Filmow, uma rede social para cinéfilos. A entrada para nós e mais algumas centenas de selecionados foi grátis, assim como a pipoca e a Coca-Cola. Em um desses eventos promovidos pelo Filmow, há alguns anos, ganhei um aparelho de blu-ray em um sorteio (!). Além disso, o elenco e várias pessoas da produção foram dar um alô antes da sessão. 

Uma das fotos horríveis que consegui tirar do elenco + produção

O filme é sobre uma terapeuta de casais (Zezé Polessa) que, ao atender um casal em crise (Fernanda Paes Leme e Paulo Vilhena), começa a perceber que seu casamento também não anda lá essas coisas. As cinco sessões com o casal no consultório são entremeadas por cenas de sua vida pessoal, assim como cenas da vida pessoal da terapeuta com o marido, e também por sessões curtas e engraçadinhas com um casal de velhinhos e um casal de lésbicas que vão ter filhos. Depois de algumas discussões, briguinhas e confusões, tudo acaba bem, como sempre, como os espectadores gostam. [SPOILER] Totalmente inverossímil a cena final em que depois de descobrir sobre a traição dos parceiros, o casal mais jovem vai jantar feliz e saltitante em um restaurante caro para iniciar "uma nova vida de casal". Apesar de o humor ser meio pobre, eu ri, mas depois da sessão tive aquela sensação de vazio sempre que vou ver filmes merda no cinema. Em geral, essas comédias nacionais parecem vazias e não me acrescentam nada. Mas ok, valeu pela experiência de participar de uma pré-estreia.

Além disso, ontem recebi um convite de uma empresa que faz pesquisas de mercado na área de cinema para participar de uma leitura de roteiro de um filme e discussão; iam pagar R$ 30 e dar dois ingressos para o Cinemark para os que fossem selecionados (era preciso responder algumas perguntas para o pessoal ter noção do perfil das pessoas). Eu queria muito participar, mas isso vai acontecer no próximo sábado, sendo que nesse dia tenho aulas no curso de MBA (aliás, pretendo assistir só a aula da manhã e depois ir a um bate-papo com tradutores estrangeiros que traduziram/ traduzem literatura brasileira na Casa Guilherme de Almeida - isto aqui).

Curiosamente, também recebi um e-mail de uma pessoa perguntando se eu conseguiria verter para o inglês um roteiro de 86 páginas de um filme até o próximo sábado, ou seja, em três dias. Se eu não estivesse mais na editora ou se estivesse de férias, toparia, porque é algo que me interessa muitíssimo, mas ouvi a voz da sensatez e respondi que não conseguiria fazer um trabalho satisfatório dentro desse prazo e que ficaria à disposição para outros trabalhos no futuro. Uma pena, de verdade. Esse trabalho foi a Aline Storto, amiga tradutora, ex-rommate e ex-colega de Tradução, que indicou; já mandei e-mail para ela agradecendo e comentando que o prazo, infelizmente, era insano e por isso não aceitei. 

Talvez sejam "sinais do Universo" me incentivando a fazer um curso de roteiro logo. Ou não, haha. A verdade é que quero fazer esse curso há anos, mas sempre adio e priorizo outros cursos. Ontem decidi que se eu não for para Porto Alegre ano que vem, vou dar um jeito de estudar roteiro. Se eu for, vou me planejar para fazer esse curso em 2018, assim que arranjar outro emprego. 

Alguém me disse que faltam bons roteiristas no Brasil, porque a maioria das pessoas quer estudar cinema para se tornar diretoras, então talvez haja lacunas no mercado. Independentemente de conseguir trabalhar com roteiro, estudar isso já me deixaria feliz.

***

Cardápio de ontem à noite: 2 fatias de pizza de portuguesa (eu), 2 fatias de pizza de atum sem queijo (Yuri) e dois sucos de melancia na Grill Hall Paulista, no Conjunto Nacional - esse lugar é uma ótima opção ao Pedaço da Pizza, na Augusta, que nem sempre tem mesa vaga. Cada pedaço custa cerca de R$ 7 e o suco, R$ 5,50. Um pote de sorvete pequeno de abacaxi com capim santo e macadâmia crocante (eu) e outro pote pequeno de flor de laranjeiras com damasco e amarena (Yuri) na Gelato Boutique no shopping Cidade São Paulo - vale a pena conferir, tem vários sabores diferentes e muito bons. O pote pequeno custa R$ 11. Eu queria muito o sorvete de chá verde que tomei outro dia na loja Pamplona, mas não tinha. Pipoca e Coca-Cola no cinema (cortesia do Filmow!).

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