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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Dias de chuva, dias de sol



Esse talvez seja um dos meus melhores anos. Mas antes tem as pendências - várias. 

Mês que vem, Porto Alegre, quase um intercâmbio. Novos aprendizados, talvez novos amigos - com sorte, talvez algum para levar comigo no bolso, no coração, vida afora, vida adentro. Talvez não.

Me recuperei, acho - do cansaço, do tombo, da desilusão, do desânimo, das dores, dos dias sonolentos, da vontade de dormir, dormir e nunca mais parar de dormir.

Quero paz, quero tempo. Minha mente, meus pés e a realidade externa, tudo em descompasso. Esse ano preciso acertar o passo e dançar junto, principalmente comigo mesma. Minha alma precisa estar onde meu corpo estiver. 

Aos poucos recupero uma parte de mim que estava morrendo. Aos poucos Tânatos solta minha mão e me deixa caminhar sozinha. Daqui a pouco, quem sabe, o antigo deslumbramento de viver. Porque antes eu era assim: viver é um deslumbramento constante. E depois: eu já não sabia mais.

Nos dias de sol, espio pela janela e saio para caminhar. Nos dias de chuva também. As chuvas de verão são passageiras. Não me importo de me molhar.


4 comentários:

Karen disse...

Que este seja o início de um esplêndido recomeço! Abraço!

aline naomi disse...

Obrigada, Karen! :)

Lúcia Yamanouchi disse...

Lindo depoimento-crõnica. Acho que você deveria escrever um livro de crônicas.
Estou feliz por você estar realizando uma vontade (fazer esse curso, adiado em um ano).
Torcendo por você, sempre! Bjs

aline naomi disse...

Oi, tia!
Não sabia que isso poderia ser uma crônica... fiquei feliz que foi interpretada assim (talvez eu saiba escrever crônicas!).
Está sendo muito bom aqui. Vou tentar aproveitar ao máximo.

Beijo grande!