Pages

sábado, 7 de abril de 2018

The Love Doctor, de Chamsae e Bansook (3/265)

Pela primeira vez, li um mangá coreano do tipo yuri, que retrata relações românticas entre mulheres. Não sei exatamente como cheguei a The Love Doctor, mas o primeiro capítulo foi interessante, pois me identifiquei com uma das protagonistas, a Erae.

Ela é uma universitária bastante desligada, não percebe quando está sendo flertada pelos rapazes, que lhe fazem favores e gentilezas. Isso gera várias confusões, pois esses rapazes acham que ela também está a fim deles, quando, na verdade, ela nem percebeu o flerte.

Após um dos pretendentes ir à lanchonete em que Erae trabalha e destruir o local, ela é despedida e, por acaso, um panfleto da "Dra. do Amor" cai em suas mãos. A tal "doutora" dá conselhos sobre relações amorosas, Erae marca um encontro com ela e as duas se apaixonam.

É um mangá bem bobo e açucarado, mas não consegui deixá-lo pela metade - mesmo sabendo que o final, depois de várias enrolações enfadonhas, seria feliz, é claro. 

Quem tiver interesse em ler, é só clicar aqui. Mas já aviso que a tradução está bastante descuidada, com vários erros de gramática, digitação, frases não muito fluentes, pois foi feita por fãs (a maioria dos colaboradores-fãs deve estar no colegial).


***

Histórias pessoais (até demais)

Foi curioso ler um mangá de puro entretenimento e de repente lembrar de vários episódios da minha própria vida (imaginem o barulho de várias fichas caindo...). Eu já tinha me dado conta de algumas situações abaixo, mas a maior parte das fichas caiu enquanto eu lia o mangá. De qualquer forma, devo ter algum tipo de problema. Não entendo como as pessoas decodificam esses sinais, gestos, olhares, têm certeza de que estão sendo flertadas e reagem de forma adequada. 

- Um garoto do colegial me perguntou o que significava "stand by me" [fica comigo]; falei que não sabia, virei as costas e fui fazer outra coisa;
- Outro garoto me convidou para ir à casa da avó dele, que estava viajando, para regar as plantas;
- Uma garota me mandou uma música por e-mail, respondi que tinha achado legal e ela: "E aí, você aceita?"; abri o arquivo para ouvir de novo e procurei a letra no Google... um dos versos era algo do tipo: "Quer namorar comigo?" (hahaha);
- Outra garota me convidou para ir ao cinema numa das últimas sessões, eu fui, mesmo sendo ruim para voltar para casa depois, não rolou nada e (por isso?) ela ficou sem falar comigo por um tempão;
- Um garoto me chamou para ver uns filmes na Mostra Internacional de Cinema, eu fui (iria até sozinha), aí, no meio da sessão, ele pegou na minha mão :);
- Quando íamos dar uns rolês por São Paulo, na hora de voltar, uma garota que morava perto de uma das últimas estações de metrô da Zona Sul ia comigo até o Tucuruvi, última estação da Zona Norte... eu achava que era só para me fazer companhia, porque ela era legal;
- Uma garota me convidou para ver o netbook novo dela num quarto de um hotel;
- Um garoto me chamou para ver o show do irmão dele e depois para dormir na casa dele/ dos pais dele;
- lembro vagamente de algumas pessoas que eu tinha acabado de conhecer tocando meu braço e/ou cabelo (tenho pavor de gente desconhecida/ recém-conhecida encostando em mim e tentava ficar longe).

No momento em que essas coisas aconteciam, eu não conseguia me ligar que, na verdade, as pessoas estavam flertando comigo e tinham intenções escusas. Uma amiga disse que preciso prestar atenção no jeito que as pessoas me olham, aí eu vou saber qual a intenção delas. [O quê??] Para mim isso equivaleria a ter um superpoder. Rá.


Nenhum comentário: