Pages

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Travessia

Travessia, 2016 (Heloisa da Costa Medeiros)


Apesar do silêncio, continuo viva e tentando viver ao máximo. No momento, tenho a agradável sensação de que estou exatamente onde deveria estar e passando para a próxima fase que ainda não sei qual é.

Quando junho virou julho algo aconteceu. O primeiro semestre foi meio caótico, muitas coisas fora do meu controle acontecendo dentro e fora de mim. Quando começou o segundo semestre, senti uma serenidade se instalando. Não que tudo tenha se resolvido num passe de mágica, mas parece que tive uma "iluminação" do tipo: não importa o que aconteça, tudo vai ser como deve ser e está tudo bem. Não preciso me angustiar nem nada - a vida vai seguir seu próprio rumo.

Sexta sonhei com a minha batian que faleceu há dois meses. Ela e minha mãe tinham vindo me visitar aqui. Fui para o banheiro. Ela entrou e se sentou no piso do banheiro enquanto eu estava na privada e comentou que o piso era bonito. Eu sabia que ela já tinha morrido e não fazia sentido. Comentei que era para os azulejos serem brancos e não verdes (como naquele sonho que estávamos vivendo, eu sabia que era sonho). Alguns segundos depois acordei com saudade, chorei, mas sonhar com ela me fez acreditar, de novo, que as coisas vão ficar bem - de uma forma ou de outra. 

Meu próximo post vai ser uma "Carta de Porto Alegre nº..." escrita de São Paulo mesmo. Quero contar coisas que vivi nos últimos dois meses. Vivenciei muitas coisas, a maioria escrevi no diário (estou escrevendo mais seguido no diário de papel, por isso, também, deixei esse diário virtual meio de lado... é que no diário de papel posso escrever tudo que penso e sintosem filtros, e adoro essa liberdade).

Um brinde à vida e ao futuro, seja lá o que for!


Nenhum comentário: